As quartas de final da Copa do Mundo FIFA de 2026 estão tomando forma lentamente e terão que acontecer sem Portugal, que foi eliminado pela Espanha na noite passada.
Sempre se esperou que Espanha x Portugal fosse um confronto muito forte para chegar às oitavas de final, e um deles certamente sofreria.
Foi um jogo renhido, com uma primeira parte aberta, em que ambas as equipas não conseguiram marcar e Portugal ficou inexplicavelmente para trás na segunda.
A equipa de Roberto Martinez optou por um bloco profundo, tentando evitar que a Espanha criasse oportunidades e conseguiu mantê-la afastada até aos 90 minutos.
No entanto, os suplentes Ferran Torres e Mikel Merino combinaram-se para marcar o golo decisivo O vermelhoque agora enfrentará a Bélgica nas quartas-de-final.
Do lado do Barcelona, Pau Cubarsi, Lamine Yamal, Ferran Torres, Pedri e Dani Olmo jogaram pela Espanha, enquanto João Cancelo jogou por Portugal.
Vamos ver como o corpo espanhol e Cancelo se saíram naquela noite.
Pau Cubarsi x Portugal
A Espanha assumiu a liderança no jogo onde mais importava, vencendo a batalha de xG por 1,77 a 0,56, acertando seis chutes a gol contra dois de Portugal e criando três grandes chances para a de Portugal.
Pau Cubarsi começou como zagueiro central e mais uma vez parecia um adolescente que pulou várias etapas do desenvolvimento normal.
Seu valor não estava nas manchetes. Estava em defesa calma, circulação simples e controle emocional.
Portugal ainda teve momentos perigosos. Cristiano Ronaldo testou duas vezes Unai Simeone, Nuno Mendes acertou no ferro e Portugal fez 61 jogos no último terço.
Cubarsi teve que permanecer mesmo quando a Espanha tinha mais posse de bola. Para o Barcelona, a vantagem é óbvia: já tem confiança em jogos onde um erro pode encerrar uma Copa do Mundo.
Lamine Yamal x Portugal
Lamine Yamal foi o atacante mais brilhante do Barcelona em campo. Os números confirmam: três remates e sete botões progressivos, continuando a Espanha pela direita.
Este não foi o Lamine mais explosivo, mas isso quase torna o desempenho mais impressionante.
Portugal não lhe deu muito espaço, mas ele prolongou o jogo, forçou os defesas a recuar e ajudou a Espanha a manter a pressão junto à área.
Aos 18 anos, ele já é tratado como um homem perigoso e superior.
Pedri x Portugal

Pedri teve uma noite mais tranquila para os seus padrões, antes de ser substituído por Fabian Ruiz aos 85 minutos.
No entanto, nem toda performance de Pedri precisa parecer mágica. Num jogo tão disputado, a Espanha precisou de paciência e posicionamento, tanto quanto de engenhosidade.
Não foi o golo inaugural de Portugal, mas ajudou a Espanha a manter-se ligada no meio-campo e a evitar transformar o jogo num jogo de transição.
Dani Olmo x Portugal
Dani Olmo começou como craque central da Espanha e esteve envolvido em alguns de seus melhores trabalhos no primeiro tempo.
Ele criou uma grande chance, perdeu uma e finalizou com um xA de 0,303 antes do intervalo. Olmo foi útil sem ser decisivo e acabou por ser substituído por Merino aos 85 minutos.
De um Barça lente, isso foi um lembrete de ambos os lados do seu jogo: ele encontra os bolsos certos, mas a Espanha ainda precisava de outra pessoa para desferir o golpe final.
Ferran Torres x Portugal
Ferran Torres entrou aos 75 minutos no lugar de Alex Baena e criou a ação que mudou tudo.
Este é o valor do espanhol na sua forma mais elevada. Nem sempre domina os jogos e pode ficar frustrado quando falta a finalização, mas a sua movimentação e timing continuam a dar-lhe acesso a momentos cruciais.

A sua assistência para Merino não foi apenas uma estatística, foi o passe que levou a Espanha aos quartos-de-final.
João Cancelo x Espanha
João Cancelo, por sua vez, teve uma noite sólida, mas dolorosa, do outro lado da linha. Foi titular por Portugal e foi substituído por Diogo Dalot aos 71 minutos.
Este foi um Cancelo muito reconhecível. Deu qualidade técnica e progresso a Portugal na defesa, mas o jogo nunca se abriu para ele.
O controle da Espanha forçou Portugal a ataques dispersos em vez de longos períodos onde Cancelo poderia ditar a partir de grandes áreas.
No geral, foi uma noite forte para o Barcelona, já que a Espanha sobreviveu ao tipo de competição que normalmente define os torneios.
Cubarsi parecia calmo, Lamine ameaçou, Pedri e Olmo ajudaram a manter a estrutura e Ferran deu o toque final.
A única decepção foi a saída de Cancelo.



