Os especialistas concordam que aceitação não significa renunciar ou desistir, mas sim pare de lutar contra o que você não pode mudar e concentre sua energia naquilo que você pode controlar. A evidência científica mostra que a aceitação e a resignação são processos psicológicos opostos, com consequências muito diferentes para o bem-estar emocional e a capacidade de agir.
Aceitação e renúncia
Em psicologia, aceitação e renúncia não são sinônimosembora na linguagem cotidiana eles estejam confusos. A resignação implica passividade e conformismo; é uma atitude de derrota ou desamparo diante do que está acontecendo, sem buscar alternativas ou crescimento.
Renunciar é acreditar que as coisas são como são e que tudo nada pode ser mudado. Já a aceitação é um processo ativo e consciente que consiste em reconhecer a realidade tal como ela é no momento, sem negá-la, evitá-la ou combatê-la, para decidir como responder.
Homem descansando do treino / Livre
Aceitar não significa que você aprova ou desiste, mas reconhecer o que está acontecendovalide a experiência emocional e identifique o que está sob seu controle e o que não está. A chave é que a aceitação libera energia para agir, enquanto a resignação a bloqueia.
A principal diferença
A aceitação vem da clareza (“isto é o que existe agora, o que devo fazer com isso?”), enquanto a resignação vem do desamparo (“Não há nada a fazer, então vou engolir.”) Aceitar não é perder, significa não nos machucar mais tentando tornar as coisas diferentes do que são.
Resumindo, significa que você para de lutar contra a realidade e começa a vivenciá-la de um lugar diferente. É por isso que um dos mal-entendidos mais comuns é acreditar que aceitar significa não fazer nadamas as evidências psicológicas mostram o contrário: a aceitação é o primeiro passo para a mudança.
A sequência terapêutica é clara: primeiro tomar consciência, reconhecer o que está acontecendo; então aceitação, pare de lutar contra a realidade; E finalmente açãodecidir como avançar a partir da clareza.



