Oviedo não fez férias neste verão. Enquanto metade da Segunda Divisão ainda prepara os seus elencos, a direção desportiva azul vem fechando contratos quase tão rapidamente quanto avança a pré-temporada, a ponto de apenas Córdoba, com treze acréscimos, avançar mais rápido que Oviedo em toda a categoria. Com oito contratações oficiais, a equipa de Julián Calero partilha o segundo lugar com o Cádiz, à frente de equipas como Andorra, Castellón e Valladolid, que ainda não ultrapassaram a marca das sete. E o mais notável é que esse ritmo não mostra sinais de desaceleração: o clube tem atualmente pelo menos quatro operações em jogo que podem fazer a situação avançar ainda mais nos próximos dias.
O mais próximo de pousar no Tartiere é Chris Ramos, conforme anunciado com exclusividade pelo LA NEW ESPAÑA no dia 11 de julho. O atacante cádiz, com contrato com o Botafogo, é um desejo antigo de Jesús Martínez, maior acionista do clube, e a direção esportiva trabalha há semanas para concretizar sua chegada por empréstimo. Com 1,93 metros, poderio aéreo e experiência na Segunda Divisão, Ramos atende ao perfil ‘9’ de referência que Calero precisa para conseguir carregar o peso ofensivo de uma longa temporada na Segunda Divisão.
O nome do meio é Dani Villahermosa. O médio catalão, uma das peças mais decisivas de Andorra na época passada (41 jogos, sete golos e oito assistências), é a prioridade absoluta de David Fernández para reforçar o meio-campo. O diretor esportivo azul conhece bem o jogador desde sua passagem pelo Espanyol, e essa relação ajudou seu nome a subir no calendário esportivo. O obstáculo é o contrato: Villahermosa permanecerá vinculado à equipe de Gerard Piqué até junho de 2027, portanto qualquer acordo implica necessariamente uma transferência. As negociações estão em curso e embora não sejam fáceis, Oviedo já está a ultimar os últimos detalhes na tentativa de concluir a operação. Os Blues não querem pagar a cláusula inteira e já trabalham numa redução, que não será muito grande.
Mas o mercado azul não se movimenta apenas em termos de chegadas. O clube italiano Bologna está disposto a pagar três milhões de euros mais variáveis por Rahim Alhassane, o lateral-esquerdo nigerino que veio do Recreativo de Huelva para Oviedo. O clube vê com bons olhos uma venda que traria rendimentos importantes em um verão marcado pelo rebaixamento e consequente reajuste do teto salarial, além de liberar uma ficha em uma área onde já trabalha em um substituto.
E é justamente essa possível saída que reativou a operação de Juan Cruz, noticiada por este jornal no dia 27 de maio. O lateral-esquerdo, que está em liberdade após o término do contrato com o Osasuna, busca refúgio na Espanha e chegaria de graça à categoria principal com muita experiência. No entanto, a operação deverá demorar muito. O jogador vai querer verificar se um time da Primeira Divisão decide fazer uma oferta por ele antes de se comprometer; Há também clubes da Segunda Divisão à espera de ver a sua situação, como o Maiorca, embora seja evidente na zona que a ideia de chegar a Oviedo os tenta.
Com tudo isso em jogo, Oviedo fecha o quadro em meados de julho, faltando um mês e meio para o fechamento do mercado, como o segundo time mais ativo da categoria. E se a comparação se limitar às três equipas recentemente despromovidas da Primeira Divisão, a diferença é ainda mais clara: a equipa azul, com oito contratações, está bem à frente do Mallorca que tem quatro e do Girona que mal consegue três. A sensação é de que esse ritmo continuará acelerado nos próximos dias, agora que as últimas arestas não foram fechadas.
Fonte: A Nova Espanha



