A nomeação de uma equipe de arbitragem totalmente argentina para a semifinal entre França e Marrocos gerou debate na França nas horas que antecedem a reunião. Facundo Tello apitará a partida, acompanhado pelos compatriotas Juan Pablo Belatti e Gabriel Chade como assistentes, Darío Herrera como quarto árbitro e Christian Navarro como responsável pelo VAR.
A eleição gerou comentários na imprensa francesa devido ao precedente da outra partida, em que a FIFA escolheu o francês François Letexier liderará Argentina-Egito. Porém, essa decisão perdeu relevância depois que a Albiceleste se classificou para as semifinais.
Questionados sobre esta situação na zona mista, os internacionais franceses evitaram qualquer tipo de polémica. O central Dayot Upamecano foi direto ao descartar qualquer suspeita sobre arbitragem.
‘Não vamos participar desse jogo, nunca participamos’disse o zagueiro do Bayern de Munique, que quis chamar todas as atenções para o rival. “Estamos lidando com uma grande seleção, ainda mais forte, eu acho, do que aquele que vencemos em 2022“, acrescentou, referindo-se à Argentina, campeã da última Copa do Mundo.
O terceiro goleiro da França, Robin Risser, expressou o mesmo sentimento e descartou que a escolha de Tello seja um assunto a ser discutido no vestiário. “Não vamos cair na paranóia. Fala-se muito porque nos defrontamos na final, mas se os árbitros estão aqui é por uma razão e temos de nos concentrar no que estamos a fazer.”ele garantiu.
Desta forma, a seleção francesa quis extinguir qualquer debate relacionado com a arbitragem e transmitir uma mensagem de confiança no título FIFA, deixando claro que todas as suas atenções estavam voltadas para vencer Marrocos e chegar a mais uma meia-final.



