Início COMPETIÇÕES Haaland mergulhou duas vezes no Brasil enquanto os noruegueses continuavam

Haaland mergulhou duas vezes no Brasil enquanto os noruegueses continuavam

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Por Samindra Kunti em Nova Jersey

6 de julho – Noruega e Erling Haaland infligem uma derrota por 2 a 0 ao Brasil nas oitavas de final para eliminar cinco campeões mundiais da Copa do Mundo em sua pior campanha desde 1990.

O jogo de grande sucesso foi protagonizado por Haaland, que marcou dois gols nos últimos dez minutos para nocautear os brasileiros. “Unreal”, disse ele após o apito final. Perder para o Brasil nunca passou pela cabeça de Haaland, mas ele passou.

O Brasil ficou triste. Pela sexta vez consecutiva, os sul-americanos foram eliminados da Copa do Mundo após a saída de uma seleção europeia. Foi a pior campanha do Brasil desde 1990, quando desabou contra a Argentina na mesma fase. O resultado significa que o Brasil terá que esperar pelo menos 28 anos para vencer a sexta Copa do Mundo.

Faltando 11 minutos para o final e as equipes em modo protetor, Haaland fez o que sempre faz – marcar, de cabeça, de forma arrasadora. Foi o seu 6º gol nesta Copa do Mundo e o mais importante até o momento.

Gabriel marcou o atacante do City com perfeição, mas uma fração permitiu ao norueguês ganhar vantagem e saltar para o ar com consequências devastadoras. O Brasil tem dez minutos para salvar sua campanha.

Eles não podem. À imagem da partida e de toda a Copa do Mundo, eles permaneceram estáveis ​​e não jogaram como um time à beira da eliminação da Copa do Mundo. Uma bola foi desviada violentamente e o goleiro Orjan Nyland, indiscutivelmente o melhor em campo, teve que se levantar e colocar a bola na trave. Mas fora isso, o Brasil não ofereceu nada.

Perto do final, Haaland marcou o segundo. Desta vez ele atirou com expectativa, da entrada da área. Ele se levantou e sorriu. Foi seu sétimo gol no torneio.

Nos acréscimos, o substituto Neymar recuperou um gol de pênalti. Mas o jogador veterano representou uma figura triste no ataque ao Brasil. Ele talvez tenha sido o símbolo de uma equipe desarticulada e disfuncional que nunca deu certo durante o torneio.

As opções do técnico Carlo Ancelotti desmoronaram, contando com jogadores com pernas pesadas após uma longa passagem pelo clube – Danilo, Casemiro e Bruno Guimarães em particular. O Brasil era uma equipe de contra-ataque, mas muito lento e às vezes parecia letárgico, incapaz de exercer qualquer tipo de pressão sobre o adversário. Eles não têm planos para este torneio, a não ser passar a bola para Vinicius Jr. Isso não funcionou contra os noruegueses. Vinicius Jr. trabalhou, mas durante uma chance de 40 minutos de intervalo, teve muito pouco impacto.

É claro que o Brasil teve seus momentos, e se Guimarães tivesse marcado pênalti aos 14 minutos, depois que Kristoffer Ajer derrubou Matheus Cunha na área, poderia ter colocado o jogo em um rumo diferente.

Com a entrada de Endrick perto da hora de jogo, o Brasil acelerou o ritmo e ganhou algum controle. Vinicius mandou o menino para o gol, mas Endrick não conseguiu controlar o chute. Pelo menos ele deu ao jogo uma velocidade extra. Rayan deu um chute de curling e, do outro lado, Haaland chegou a centímetros de acertar a bola. É um vislumbre do perigo norueguês – e do que está por vir. O suplente Andreas Schelderup desempenhou um papel fundamental, proporcionando ambas as assistências.

Após a partida, Ancelotti, cujo contrato com o Brasil vai até a Copa do Mundo de 2030, fez uma nota preocupante: “Não acho que seja o fim, acho que é o início de um novo ciclo. Acho que com a seleção que tem, o Brasil pode competir até o final desta Copa do Mundo, mesmo considerando o que aconteceu no jogo de hoje”.

Na realidade, o Brasil terá de esperar pelo menos 28 anos, a seca mais longa de sua história, para vencer a sexta Copa do Mundo. A Noruega continua e a Inglaterra não enfrentará o Miami nas quartas de final.

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