3 de julho – A UEFA rejeitou uma das diretrizes de arbitragem mais controversas da Copa do Mundo, decidindo contra a introdução de cartões vermelhos automáticos para jogadores que cobrem a boca durante confrontos com adversários.
Em vez disso, o órgão dirigente da Europa instruiu os árbitros a advertir os jogadores por tentarem mascarar a comunicação como um ato de conduta antidesportiva, reservando-se ao mesmo tempo o direito de tomar medidas disciplinares após os jogos, se apropriado.
A diretriz marca um afastamento da abordagem mais rígida da Fifa em relação à Copa do Mundo, onde os árbitros foram instruídos a expulsar jogadores que deliberadamente defendessem a boca durante discussões acaloradas.
A política gerou dois cartões vermelhos na Copa do Mundo: o paraguaio Miguel Almirón e o zagueiro equatoriano Piero Hincapié foram expulsos de acordo com a diretriz, gerando debate sobre se a punição se adequava ao ataque, presumindo que nenhuma palavra dura fosse realmente dita.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, apoiou publicamente a repressão, argumentando que são necessárias penalidades severas para evitar que os jogadores escondam linguagem abusiva dos árbitros e das câmeras de televisão – como visto no infame confronto da Liga dos Campeões, em fevereiro, entre Benfica e Real Madrid.
Vinícius Júnior alegou ter sido abusado racialmente por Gianluca Prestianni, do Benfica, que escondeu os insultos atrás da mão. Mais tarde, o argentino admitiu ter usado uma calúnia homofóbica e foi suspenso por seis jogos.
A vontade da UEFA de se afastar das decisões da FIFA não é nova. As seleções europeias já se distanciaram das pausas para hidratação exigidas pela FIFA, provocando uma resposta irada dos torcedores dentro do estádio e que assistiam de casa.
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