Se Bellingham marcasse os gols e Kane o pênalti, Anthony Gordon colocar o desgaste. O extremo inglês transformou a ala esquerda numa via de mão única e o México não teve escolha senão detê-lo com faltas: foram cometidas até quatro faltas contra ele, mais do que qualquer outro jogador inglês. Já no minuto 4 Jorge Sanches teve que derrubá-lo, um aviso do que estava por vir: o lateral mexicano voltou a cometer falta perto do intervalo e Jesus Gallardo assumiu no segundo tempo.
Gordon, na partida contra o México /EFE
Um martelo sem quebrar
O lance de Gordon era pura insistência. Experimentou-o em interiores, exteriores e no espaço, sempre com a mesma ideia: virado para cima. Ousou com meia dúzia de dribles, procurou as costas da defesa mexicana repetidas vezes com suas corridas, nenhuma corrida inglesa foi tão profunda quanto a sua, quase 40 metros, e nem se escondeu no trabalho sujo, lutando por cada bola distribuída como mais um trabalhador. O México sofreu com isso em todas as frentes.
Primeiro a advertência, depois a punição
Gordon não apenas desertou: ele testou Raul Rangel. Aos 26 minutos recebeu um lançamento longo de Pickfordolhou do lado esquerdo da área e chutou rasteiro que o goleiro mexicano teve que desviar por baixo dos postes. Foi o aviso. O pênalti veio aos 58 minutos, quando o lateral voltou a dar as costas à defesa e foi o próprio Rangel quem o derrubou dentro da área. Punição clara e sem protesto.

Gordon, na partida contra o México /EFE
Kane não perdoa
Ele foi o responsável por dar peso à pena máxima Harry Kaneque converteu com um chute rasteiro ao lado do poste esquerdo aos 60 minutos para marcar o 1-3 e finalmente colocar o jogo contra o México no caminho certo. Um golo com dupla chancela inglesa: a definição do capitão e o trabalho sujo e incansável de Gordon que comandou toda a direita mexicana do início ao fim.



