Quando Infantino foi eleito pela primeira vez em 2016, parte de seu manifesto era aumentar o tamanho da Copa do Mundo de 32 para 40 seleções.
Em menos de um ano, esse número subiu para 48 e foi aprovado pelo Conselho da FIFA, a partir da fase final de 2026.
Desde então, a especulação de que a FIFA iria querer ir mais longe e mais rápido nunca desapareceu.
Foi discutido ir para 48 equipes para a fase final de 2022, mas foi aceito que o Catar não seria capaz de sediar um torneio desse tamanho sozinho.
E aqui está o problema: quanto maior fica a Copa do Mundo, mais difícil é organizá-la.
Este ano acontecerá em três países, espalhados por uma vasta área. Em 2030, as partidas serão disputadas em seis países: Marrocos, Portugal, Espanha, além de Argentina, Paraguai e Uruguai, anfitriões das comemorações do centenário.
Não se sabe como a Arábia Saudita conseguiu administrar um torneio com 64 seleções e 128 partidas em 2034.
Ainda assim, é um grande vencedor de votos para Infantino em dois aspectos.
Em primeiro lugar, dá a mais países a oportunidade de disputar um Campeonato do Mundo. Num Mundial com 64 seleções, quase um terço dos 211 países membros da FIFA se classificaria.
Uma Copa do Mundo maior também significa que mais receitas deverão ser distribuídas entre as associações afiliadas.



