Conflito. Esta é a palavra que melhor resume a era de Fede Valverde, que terminou com uma decepcionante saída no Uruguai, da fase de grupos desta Copa do Mundo de 2026. É preciso dizer que o camisa 8 do Real Madrid fez parte dos amotinados que contribuíram para o apagamento da história. Depois, houve essa briga com Aurélien Tchouameni no vestiário, e muitas informações vazaram sugerindo um comportamento às vezes problemático do uruguaio. As publicações do seu companheiro nas redes sociais não ajudam.
Por fim, durante esta Copa do Mundo, ele também liderou um grupo de jogadores celeste que se rebelaram contra Marcelo Bielsa e seus métodos, que claramente não passaram despercebidos na Espanha. Até no seu país, onde foi claramente criticado. Nos últimos dias, os meios de comunicação madrilenos têm publicado artigos sobre ele. Neste momento não se trata de vendê-lo, pelo contrário. Até Tchouameni pode ser convidado a fazer as malas, enquanto o uruguaio ainda é considerado pela direção como executivo do time.
Uma questão quente para Mourinho
Por sua vez, COMO Confirmando que continua a ser um jogador importante aos olhos dos decisores madridistas, mas explicou que será uma questão tensa para José Mourinho gerir. Os portugueses vão assim recuperar um jogador com uma série de polémicas, que tem sido descrito como tóxico e que vem de um grande fracasso no Mundial. Um tema ainda mais espinhoso porque o médio de 27 anos se tornará o primeiro capitão da equipa, após a saída de Dani Carvajal.
O treinador do Lusitano, que quer restabelecer a ordem num balneário um pouco difícil de manobrar para os seus antecessores, tem por isso que gerir bem o caso de Valverde, caso contrário verá este último actuar novamente e, potencialmente, complicar seriamente as coisas lá dentro. O certo é que Valverde, que até aos reveses da época passada tinha um bom nível de simpatia em Madrid, perdeu a boa vontade da opinião pública merengue, que não lhe perdoará quaisquer desvios nos próximos meses…



