Messi cobrou pênaltis em finais de Copa do Mundo, Copa América e partidas eliminatórias da Liga dos Campeões.
Ele cobrou o pênalti inicial da Argentina em nove pênaltis, sete dos quais foram convertidos, com suas únicas falhas ocorrendo contra o Chile na final da Copa América de 2016 e contra o Equador nas quartas de final da Copa América de 2024.
Talvez isso explique por que Lionel Scaloni não demonstrou nenhuma inclinação para mudar nada. Quando questionado, na véspera dos quartos-de-final da Argentina frente à Suíça, se Messi deveria continuar a receber grandes penalidades, o treinador argentino deu uma resposta inequívoca.
“Em primeiro lugar, Leo vai cobrar pênaltis se quiser”, disse Scaloni. “Temos outros jogadores que podem pegá-los, mas se ele quiser, ele vai pegá-los.”
Vale lembrar também que o maior torneio de Messi na cobrança de pênalti aconteceu há apenas quatro anos.
No Catar 2022, ele converteu seis de seus sete pênaltis, inclusive preparando a Argentina ao marcar o chute inicial nos pênaltis contra a Holanda e a França, a caminho da vitória na Copa do Mundo.
Este torneio foi diferente. As saudades voltaram. Em ambas as ocasiões, Messi salvou-se, mas é pouco provável que o debate desapareça.
Nenhuma seleção sofreu mais pênaltis do que a Argentina nas duas últimas Copas do Mundo. Foram premiados com oito desde 2022 – o dobro de qualquer outra equipa – incluindo um recorde de cinco durante a campanha vitoriosa e três já em 2026.
Em ambas as ocasiões, Messi falhou este torneio na cobrança de pênalti, a Argentina sobreviveu. Uma terceira chance não pode produzir o mesmo resultado. As margens estão cada vez mais finas.
E é por isso que, por mais desconfortável que seja, agora há uma conversa real a ser travada. Não sobre o lugar de Messi entre os imortais do futebol, mas sobre se mais alguém deveria marcar pênaltis em jogos normais pelo resto da Copa do Mundo.



