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Luis de la Fuente exige mais melhorias da Espanha, apesar da vitória esmagadora da Áustria

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A Espanha continuou sua excelente campanha na Copa do Mundo com uma vitória confortável por 3 a 0 sobre a Áustria nas oitavas de final, silenciando qualquer dúvida que questionasse sua elegibilidade para o título.

La Roja assumiu uma carga de trabalho relativamente leve para a equipe de Ralf Rangnick, com o técnico Luis de la Fuente ansioso para levar sua equipe a melhorar ainda mais, apesar dos resultados confortáveis.

O goleiro Unai Simon manteve seu quarto jogo sem sofrer golos no torneio, estabelecendo um novo recorde na Copa do Mundo de minutos consecutivos sem gols de 520 minutos.

Simon superou o recorde da lenda italiana Walter Zenga, estabelecido em 1990, um marco que tocou claramente o treinador espanhol nos seus comentários pós-jogo.

“Há muitos motivos para estar feliz hoje. A vitória é muito importante. A vitória foi sensacional. Estou especialmente feliz por Unai, porque o conheço desde criança. Seu histórico é uma recompensa”, disse de la Fuente ao Diario AS.

Apesar das comemorações, de la Fuente elogiou muito, insistindo que a equipa ainda não atingiu o seu potencial e que havia mais níveis para desbloquear no futuro.

“A nossa mentalidade é continuar a melhorar do ponto de vista de que esta equipa ainda não atingiu os seus limites. Somos ambiciosos e temos uma motivação incansável em termos desportivos”, acrescentou.

Após o apito final, o treinador austríaco Rangnick destacou que a Áustria não cometeu um único erro durante o torneio e sugeriu que poderia ser eliminada pelos eventuais vencedores do torneio.

O técnico de la Fuente apontou o problema da pressão alta nos primeiros momentos do jogo e destacou que os esforços defensivos da Espanha precisavam de atenção especial, apesar da equipe não sofrer golos.

“Precisamos melhorar defensivamente. Pelo menos até o primeiro intervalo tivemos que afinar um pouco mais a marcação alta. Fizemos alguns ajustes, mas o objetivo é continuar sempre melhorando”, explicou o treinador.

Salientou também que o próximo adversário da Espanha apresentará um desafio ainda mais difícil e que a equipa terá de redobrar os seus esforços e aumentar significativamente a sua eficiência global.

Rodri Hernández foi alvo de escrutínio ao longo do torneio, apesar de ter disputado todas as partidas pela La Roja, mas de la Fuente defendeu a contribuição do meio-campista, destacando sua contribuição.

“Para mim, Rodrigo está fazendo uma Copa do Mundo extraordinária. Ele pressionou, correu para a área, chutou. E Pedri deu outra aula magistral”, disse de la Fuente.

O técnico parece ter acertado um acordo que fará com que Dani Olmo comece no meio-campo à frente de Pedri e Rodri, com Lamine Yamal e Alex Baena jogando nas laterais.

Este acordo deixou Mikel Merino e Fabian Ruiz fora dos onze titulares, sugerindo que de la Fuente encontrou uma combinação em que pode confiar à medida que a fase final esquenta.




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