A recente campanha do Manchester United colocou na agenda uma improvável disputa pelo título da Premier League, embora a escala da tarefa permaneça clara.
O United venceu três jogos consecutivos em duas semanas, vencendo o Manchester City em casa, o Arsenal fora e o Fulham em casa. A recuperação de nove pontos levou a uma reavaliação do que poderia ser possível para uma equipe liderada pelo técnico interino Michael Carrick, de acordo com o repórter do Sporting News, Joe Wright.
Uma vitória por 3-2 no Emirates Stadium deu ao Arsenal a primeira derrota em casa da temporada. O United então se recuperou da vantagem de dois gols contra o Fulham, em 1 de fevereiro, com Benjamin Sesko marcando o gol da vitória em outra vitória por 3-2. Esse resultado deixou o United em quarto lugar, cinco pontos atrás do Aston Villa, em terceiro, seis atrás do Manchester City, em segundo, e 12 atrás do Arsenal.
Um tópico improvável de conversa
A posição do United tornou difícil levar o título a algo que não fosse um chute de longa distância. Ruben Amorim havia sido demitido menos de um mês antes, o United havia terminado em 15º na temporada anterior e sua campanha incluiu uma eliminação na Copa EFL para o Grimsby Town, da League Two. Eles também perderam para o Everton, de 10 jogadores, e empataram em casa com o West Ham e o Wolves em dezembro.
Superar a diferença para o Arsenal exigiria uma mudança significativa nos resultados. O United precisaria que os times líderes perdessem pontos repetidamente, ao mesmo tempo em que produzissem um nível de consistência que está além deles há anos. O modelo de previsão do Optima deu ao United 0,03% de chance de ganhar o título.
Por que a corrida permaneceu aberta?
No entanto, havia razões para ver a situação de forma diferente. O Arsenal ficou três jogos no campeonato sem vencer antes de vencer o Leeds United. Em 2026, o Manchester City somou sete pontos em 18 possíveis, enquanto o Aston Villa venceu duas das seis partidas anteriores. O Chelsea também esteve cinco jogos sem vencer no campeonato entre 20 de dezembro e 7 de janeiro, com o Liverpool lutando pela consistência.
O United também teve um calendário mais fácil do que o de seus rivais. Sem uma taça nacional ou uma competição europeia para equilibrá-los, faltavam 14 jogos para o final, todos no campeonato, menos do que qualquer outra equipa entre os cinco primeiros. Patrick Dorgu e Matthijs de Ligt estavam ausentes devido a lesões de longa duração na altura.
Até 8 de fevereiro, o United jogaria duas vezes contra Arsenal, City e Tottenham, além de jogos fora de casa contra Aston Villa e Liverpool. Os jogos restantes mais exigentes incluíram jogos fora de casa contra o Newcastle United e o Chelsea, além do Liverpool em Old Trafford. Arsenal, City e outros rivais ainda tinham compromissos no campeonato, além de copas e jogos europeus.
A imagem maior
As três vitórias do United mudaram o tom da temporada, mas não mudaram a matemática básica da corrida pelo título. A equipe teve que vencer a maior parte dos jogos restantes e contar com mais reveses para quem está acima.
O teste imediato foi se o United conseguiria manter os melhores resultados. Não conseguir vencer um time inconsistente do Tottenham na próxima partida faria rapidamente a discussão do título parecer prematura. Mas com vários times de ponta mostrando vulnerabilidade e o United capaz de se concentrar apenas no futebol da liga, a possibilidade não poderia ser completamente descartada.



