Com dois dias para digerir uma das atuações coletivas mais impressionantes da história da seleção masculina dos Estados Unidos, é hora de dar uma olhada nas pessoas que fizeram o plano mestre de Mauricio Pochettino acontecer.
A vitória da USMNT por 4 a 1 foi dominante, inspirada e, acima de tudo, muito melhor do que os esforços desarticulados e sem brilho que a equipe produziu durante a maior parte dos últimos cinco anos.
Então, o que mudou?
Um dos fatores mais animadores foi o esforço defensivo coletivo, que gerou inúmeros contra-ataques e manteve o Paraguai sob pressão implacável. Uma coisa é criar chances e outra é sufocar seu oponente a ponto de as chances continuarem surgindo.
Todos queriam falar de Folarin Balogun e dos seus dois golos, que mereceram elogios, mas não esqueçamos que os seus dois golos surgiram graças ao excelente serviço, primeiro de Christian Pulisic e depois de Malik Tillman. Não há dúvida de que Balogun é indiscutivelmente o atacante mais talentoso da USMNT em uma geração, mas um alvo fora de serviço é uma estátua.
Por mais impressionantes que fossem os americanos, não se iluda pensando que era perfeito. Os paraguaios não fizeram muito para testar a USMNT, mas houve ocasiões em que as chances surgiram, e não apenas para o gol de consolação.
Pochettino sem dúvida se concentrará nesses poucos erros porque há adversários mais difíceis pela frente, tanto na fase de grupos quanto nas oitavas de final, que serão preenchidas com alguns dos contratempos que foram fáceis de ignorar quando os americanos venceram o Paraguai até a finalização.
Aqui está uma visão mais detalhada das atuações individuais da USMNT contra o Paraguai:
MATT FREESE (5) – Não tinha muito o que fazer, mas não parecia totalmente convincente nos momentos em que era chamado.
ANTONEE ROBINSON (7) – Avançava sempre que possível, mas também bloqueava e atacava na retaguarda quando necessário.
CHRIS RICHARDS (7) – Um ferro nas costas e o alvo na frente. Coloque a bola a centímetros de distância do cabeçalho do primeiro tempo. Ele completou todos os 83 passes.
TIM REAM (6,5) – Às vezes parecia instável, mas de alguma forma conseguiu manter a bola longe de casa. Ele não conseguiu limpar a bola que levou ao gol de consolação.
ALEX FREEMAN (7) – Desempenho muito bom, mas seu presente no início do segundo tempo poderia ter custado caro e ele ficou fora de posição no gol de consolação.
TYLER ADAMS (7) – Força defensiva no meio-campo, sua investida penetrante na área abriu o gol de impedimento de Balogun. Um cartão amarelo desnecessário e sua infeliz cabeçada reversa levaram ao gol de consolação.
MALIK TILLMAN (7,5) – Teve seu melhor desempenho com uniforme da USMNT até o momento. Hábil com a bola, ele se moveu incrivelmente bem para dar espaço e passes aos companheiros, e preparou o segundo gol de Balogun com um passe perfeito.
WESTON MCKENNIE (7) – Mostrou sua habilidade bidirecional, combinando trabalho defensivo incansável com algumas incursões perigosas no ataque, incluindo uma tentativa de ajudar a preparar o primeiro gol.

SERGINO DEST (7) – Mostrou a qualidade dinâmica de ataque que levou Pochettino a contratá-lo como ponta, testando consistentemente a defesa do Paraguai com dribles minuciosos.
CHRISTIAN PULISIC (8) – Fez tudo ofensivamente, mas marcou até ser pego de surpresa após chute na parte de trás da perna.
FOLARIN BALOGUN (8.5) – Melhor em campo com dois gols e presença real na área. Perigoso em todos os 72 minutos que jogou.
SEBASTIAN BERHALTER (6) – Trabalhou bem ao lado de Adams, mas suas investidas ofensivas não valeram a pena.
GIO REYNA (7) – Exibição relativamente tranquila antes de seu gol deslumbrante, que nos lembrou que ele ainda pode, de fato, criar magia.

TIM WEAH (6) – Chegou perto, mas não conseguiu finalizar. Teve que percorrer mais terreno que Dest com o Paraguai pressionando no final do jogo.
RICARDO PEPI (6) – Não fez muito para desalojar o vice de Balogun na posição de atacante titular.
O que você acha dessas classificações? Você acha que alguns foram muito generosos ou muito duros?
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