Santi Cazorla aposentou-se aos 41 anos, encerrando uma das carreiras mais marcantes do futebol. Para os torcedores do Arsenal, ele continua sendo o meio-campista brilhante que ajudou a conquistar dois títulos da Copa da Inglaterra, incluindo a cobrança de falta crucial na final de 2014 contra o Hull City. Pela Espanha, fez parte da geração que conquistou duas vezes o Europeu. Para quem acompanhou de perto a sua história, o capítulo final do Real Oviedo diz muito sobre o homem.
🎶 Ah! Santo Cazorla! 🎶
Feliz aposentadoria para o pequeno mágico. pic.twitter.com/Vv7Woo3nJD
-Arsenal (@Arsenal) 2 de julho de 2026
A aposentadoria de Cazorla não foi apenas uma questão de idade. Sua carreira parecia ter acabado depois que ele desenvolveu gangrena devido a complicações de uma cirurgia em 2016. Seguiram-se onze operações. Muitos jogadores podem ter parado por aí. Ele não fez isso. Ele revidou, voltou a campo e jogou pelos três anos seguintes em seu clube de infância.
Legado do Arsenal e sucesso da Espanha
No Arsenal, Cazorla trouxe controle, equilíbrio e qualidade técnica a uma equipe que muitas vezes confiava na sua calma sob pressão. Ele conseguia jogar com qualquer um dos pés, ditar o ritmo e criar momentos de precisão quando o jogo ficava acirrado. Aquele livre na final da FA Cup continua a ser um dos momentos decisivos da sua carreira inglesa.
Seu lugar a nível internacional está seguro. Dois títulos do Campeonato Europeu com a Espanha colocaram-nos em companhia de elite, e fizeram-no numa das épocas mais fortes produzidas por qualquer selecção nacional.
O verdadeiro regresso a Oviedo significa mais
O final importa. Cazorla voltou para Oviedo e fez isso em condições mais brandas. “Cazorla decidiu voltar ganhando o salário mínimo permitido pela liga e doou todos os seus direitos de imagem ao clube”, disse o clube. Isso diz muito a você. Acrescentou: “Em troca, pediu apenas que 10 por cento das vendas das suas camisolas fossem inteiramente dedicadas à academia de juniores do Real Oviedo, a fim de contribuir para o desenvolvimento das gerações futuras”.
Isso não é sentimentalismo. Isso é substância.
Cazorla resumiu perfeitamente: “Agora que tudo está acabando, quando os sapatos estão sendo pendurados e o barulho está virando silêncio, tudo se encaixa, porque o fim não estava em lugar nenhum – eu estava em casa”. Sim, um bom jogador. Mais do que isso, um profissional sério que conquistou todo o respeito que apareceu em seu caminho.



