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Por que o Barcelona deveria se abster de vender um atacante versátil em meio ao interesse do PSG

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Ferran Torres nunca foi o tipo de jogador do Barcelona que domina as manchetes por muito tempo.

Ele não é Lamin Yamal, o rosto do Barça. Não é Raphinha, o coordenador do ataque de Hansi Flick. Ele não é a estrela número 9 que o Barcelona deve perseguir neste verão.

Porém, é justamente por isso que seu valor para a equipe pode ser mal compreendido. Ele é o jogador que se torna útil e permite que outros nomes cheguem às manchetes.

É por isso que o interesse do PSG não deve deixar o clube catalão inclinado a vender. Deve fazê-los parar e avaliar a situação.

Um jogador que se tornou útil, não intocável

A importância de Ferran no Barcelona sempre viveu na sua versatilidade. Ele pode jogar pela esquerda, pela direita ou pelo meio.

Ele pode iniciar partidas ou alterá-las no banco. Ele pode correr para trás, avançar, atacar a área e cobrir funções que jogadores mais chamativos nem sempre querem ocupar.

Tudo isso é importante em uma equipe Hansi Flick. O treinador alemão precisa de atacantes que se adaptem. Precisa de jogadores que possam aceitar o fato de que nem sempre serão fundamentais.

Não é intocável, mas também não é dispensável. (Foto de Buda Mendes/Getty Images)

Ferran não precisa ser o primeiro nome do ataque para ser importante. Em uma temporada longa, com lesões, transferências, substituições e ajustes táticos, jogadores como ele muitas vezes se tornam a diferença entre um time forte e um time frágil.

Uma coisa pela qual o ex-astro do Manchester City merece grande crédito é sua melhoria contínua. Ele melhorou sua produtividade a cada temporada que passa.

Na temporada passada, ele marcou 21 gols e deu três assistências em 49 partidas em todas as competições. Esses não são números que possam ser ridicularizados por um número 9 reserva.

O interesse do PSG muda a percepção, não o plano

O interesse do PSG é compreensível. Ferran tem 26 anos, é experiente e versátil taticamente, e seu contrato com o Barcelona vai até 2027, o que naturalmente torna seu futuro um assunto em debate.

Luis Enrique o conhece bem desde sua passagem pela Espanha e sabe exatamente o que esta versão melhorada de Ferran pode acrescentar ao time do PSG.

Quando questionado sobre o interesse dos gigantes da Ligue 1, o próprio Ferran descartou o barulho, dizendo que não sabia nem se importava com as especulações.

Esta resposta é importante. Não garante nada, mas mostra onde parece estar a cabeça do jogador. Ferran não está empurrando a porta de saída.

Enquanto isso, o Barcelona estaria se preparando para abrir negociações de renovação, com a ideia de prorrogar seu contrato.

O clube está no caminho certo. Não porque Ferran foi descoberto. Muito poucos jogadores na actual realidade financeira do Barcelona deveriam ser tratados desta forma.

Ferran Torres da Espanha
O Barcelona está trabalhando na renovação de Ferran. (Foto de Florencia Tan Jun/Getty Images)

Dito isto, vendê-lo cria um problema esportivo que o dinheiro pode não resolver facilmente. O substituto deve entender o campeonato, aceitar o rodízio, ocupar múltiplas posições na frente, pressionar com disciplina e produzir gols. Não é um perfil barato.

Só uma oferta absurda deveria mudar a atitude do Barcelona

É claro que existe um preço pelo qual cada conversa muda. Se o PSG chegar com uma oferta significativa, algo em torno de 60 milhões de euros ou mais, o Barcelona deverá ouvir.

Essa é a realidade de um clube que ainda administra o teto salarial e planeja um grande investimento em atacantes. Neste nível, a situação contratual e o papel de Ferran na equipe tornam uma venda financeiramente compreensível.

Qualquer valor próximo dos 30 ou 40 milhões de euros deverá ser rapidamente rejeitado.

Esse tipo de taxa prejudicaria mais o Barça em campo do que o ajudaria financeiramente. Não financiaria a operação de elite No.9 por si só e deixaria Flick com um atacante menos confiável e adaptável.

A jogada mais inteligente é clara: renovar Ferran, proteger o seu valor e mantê-lo como parte da janela ofensiva, a menos que o PSG faça uma oferta boa demais para ser ignorada.

No final das contas é muito simples. O Barcelona não deveria tratar Ferran Torres como intocável. No entanto, eles deveriam tratá-lo como caro para perder.

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