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Fla-Flu, Gre-Nal e Derby: a origem dos grandes clássicos do Brasil

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Fla-Flu, Gre-Nal e Derby: a origem dos grandes clássicos do Brasil

O Gre-Nal mais antigo de que se tem registro aconteceu em 1909, em Porto Alegre, e terminou com uma goleada de 10 a 0 do Grêmio. O placar ficou para a história, mas o que nasceu naquela tarde foi maior que o resultado: uma rivalidade que até hoje divide famílias, bairros e escritórios no Rio Grande do Sul.

Quase todo grande centro do país tem o seu clássico. Alguns surgiram de disputas esportivas; outros, de diferenças de origem, de classe social ou simplesmente de vizinhança. Conhecer essa história ajuda a entender por que certos jogos valem mais do que três pontos.

Rio de Janeiro: Fla-Flu e o Clássico dos Milhões

O Fla-Flu tem uma origem curiosa. O Flamengo montou seu departamento de futebol em 1911, depois que um grupo de jogadores deixou o Fluminense após uma briga interna. O primeiro confronto entre os dois aconteceu em 1912, e desde então o duelo ganhou status de patrimônio carioca. O jornalista Mário Filho, que dá nome oficial ao Maracanã, ajudou a transformar o Fla-Flu em mito com suas crônicas.

Já Flamengo x Vasco ficou conhecido como Clássico dos Milhões por reunir as duas maiores torcidas do Rio. O Vasco tem papel importante na história do futebol brasileiro por ter sido um dos primeiros grandes clubes a escalar jogadores negros e de origem operária, numa época em que o esporte ainda era elitista.

São Paulo: Derby e Majestoso

Em São Paulo, o confronto mais antigo entre os grandes é o Derby, entre Corinthians e Palmeiras. O primeiro jogo foi em 1917, quando o Palmeiras ainda se chamava Palestra Itália, clube fundado por imigrantes italianos. A vitória foi do Palestra, por 3 a 0. O nome Palmeiras só viria em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial.

O Majestoso, entre São Paulo e Corinthians, e o San-São, entre Santos e São Paulo, completam o calendário de clássicos paulistas. O Choque-Rei, entre Palmeiras e São Paulo, ganhou força nas décadas recentes com decisões de Paulistão, Copa do Brasil e Libertadores.

Minas, Bahia e o resto do país

Em Belo Horizonte, Atlético-MG x Cruzeiro é o clássico que domina a cidade, com duas torcidas de tamanho parecido e estádios lotados há décadas. Em Salvador, o Ba-Vi, entre Bahia e Vitória, é tratado como feriado informal. No Recife, o Clássico das Multidões, entre Sport e Santa Cruz, segue a mesma lógica de paixão local.

O que une todos esses jogos é a memória. Torcedor de clássico lembra o gol de décadas atrás, o rebaixamento do rival e a provocação do vizinho. É por isso que, mesmo quando a tabela não está em jogo, um clássico raramente é só mais uma partida.

Quer acompanhar os próximos confrontos? Veja a cobertura de jogos e os bastidores do futebol brasileiro na Manchete Esportiva.

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