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Como funciona o VAR: quando o árbitro de vídeo pode intervir

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Como funciona o VAR: quando o árbitro de vídeo pode intervir

O VAR, sigla de Video Assistant Referee, chegou ao futebol profissional para corrigir erros graves, não para rever cada lance da partida. No Brasileirão, a ferramenta passou a ser usada em todas as rodadas da Série A a partir de 2019, e desde então as discussões sobre o que pode ou não ser revisto viraram parte da rotina do torcedor.

O princípio definido pela IFAB, entidade que cuida das regras do jogo, é resumido numa frase: mínima interferência, máximo benefício. O árbitro de campo continua sendo a autoridade da partida, e o vídeo serve de apoio.

As quatro situações que podem ser revisadas

O protocolo permite a intervenção do VAR apenas em quatro tipos de lance. O primeiro são os gols, incluindo a checagem de impedimento, falta ou mão na jogada que originou o gol. O segundo são as decisões de pênalti, tanto os marcados quanto os não marcados. O terceiro são os cartões vermelhos diretos; o segundo amarelo, que gera expulsão, não entra nessa conta. O quarto é o erro de identidade, quando o árbitro adverte ou expulsa o jogador errado.

Fora dessas situações, como um escanteio mal marcado ou uma falta no meio de campo, o vídeo não pode mudar a decisão, mesmo que as imagens mostrem que o árbitro errou.

Erro claro e óbvio

Dentro das quatro situações, o VAR só deve recomendar revisão quando houver um erro claro e óbvio ou um lance grave que o árbitro não viu. Em lances interpretativos, como o grau de um contato na área, a ideia é respeitar a decisão de campo, a não ser que as imagens mostrem algo muito diferente do que foi marcado.

Já em lances factuais, como impedimento ou bola fora do campo, a análise é objetiva. Nesses casos, a equipe de vídeo informa o árbitro, que pode mudar a decisão sem precisar ir até o monitor.

A revisão no campo

Quando o lance é de interpretação, o árbitro faz o gesto de um retângulo com as mãos e vai até o monitor à beira do gramado, na chamada revisão de campo, ou OFR. Ele assiste às imagens, pode pedir outros ângulos e câmera lenta, e toma a decisão final. O VAR recomenda, mas quem decide é sempre o árbitro.

Enquanto a checagem acontece, o jogo pode seguir até a próxima interrupção natural. Se a revisão mudar a marcação, a partida volta ao ponto correspondente, por exemplo com a cobrança de um pênalti que não havia sido marcado.

Por que ainda há polêmica

Mesmo com o vídeo, decisões interpretativas continuam dependendo de pessoas, e a demora em algumas checagens irrita torcedores e treinadores. O debate sobre transparência, como a divulgação dos áudios entre árbitro e cabine, segue aberto em várias ligas. Entenda também a regra do impedimento e acompanhe os lances discutidos de cada rodada em Jogos.

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