A disputa começou no final da temporada 2023-24, na qual Gothberg fez 29 partidas e ajudou o clube a ser promovido à primeira divisão italiana.
Ela alegou que o clube iniciou negociações sobre um novo contrato e, embora não tenha sido formalmente assinado, as mensagens do WhatsApp mostraram que os principais termos foram acordados.
Antes de Gothbert formalizar o contrato, ela soube que estava grávida e informou o clube – embora não fosse legalmente obrigada a fazê-lo.
A Lazio não honrou o acordo de princípio e posteriormente alegou que Gothberg não queria mais continuar jogando no clube porque o relacionamento acabou.
De acordo com a lei da FIFA, os clubes devem provar que a gravidez não é o motivo da rescisão do contrato, enquanto as informações sobre a gravidez são consideradas dados médicos confidenciais.
“Este caso mostra que as regras de maternidade da FIFA não são apenas palavras no papel e que proporcionam proteção real aos jogadores”, disse Alexandra Gomez Bruinewoud, diretora jurídica do sindicato global de jogadores FifPro.
“O significado desta decisão vai além de Maja Gothberg e confirma que os clubes não podem simplesmente abandonar uma relação laboral, mesmo que não totalmente formalizada, depois de saberem que uma jogadora está grávida.”
Göthberg recebeu apoio e representação durante todo o caso da FifPro e do sindicato de jogadores suecos Spelarforeningen.
Em 2023, a ex-capitã da Islândia Sara Bjork Gunnarsdottir ganhou uma ação contra o Lyon por não ter recebido o salário integral durante a gravidez.
Um tribunal da FIFA condenou o Lyon, da França, a pagar salários não pagos de mais de 82 mil euros. A Fifpro classificou-o como um caso “marco” na época.
O Lyon foi avisado pela FIFA que, se não pagasse no prazo de 45 dias após a decisão, teria sido proibido de transferir.



