A preparação para a final da Copa do Mundo de 1998 foi um dos episódios mais surreais da história do futebol moderno.
Depois de iluminar o torneio com a chegada da Seleção à final, o atacante Ronaldo sofreu um misterioso episódio médico horas antes do início do jogo.
Rumores circulam no Stade de France sobre se deve ou não reinar O vencedor da Bola de Ouro foi incluído na ficha da seleção brasileira, enquanto a equipe de Mario Zagallo estava prestes a reter o título conquistado nos EUA há quatro anos.
A visita de Ronaldo antes do jogo de Youri Djorkaeff
Posteriormente, soube-se que Ronaldo sofreu um ataque convulsivo na tarde da final, perdeu a consciência e passou três horas num hospital local. Depois que os exames iniciais não apontaram nenhuma anormalidade, Ronaldo recebeu alta pouco antes do início do jogo e disse que pretendia jogar.
“Isso é verdade”, disse Djorkaeff Quatro Quatro Dois. “Fui ao vestiário do Brasil. Mario Zagallo abriu a porta. Eu disse a ele que ouvi algo acontecer com meu amigo Ronaldo e queria saber se ele estava bem.”
Djorkaeff e Ronaldo estabeleceram uma estreita amizade na última temporada em San Siro, ao adicionarem uma rivalidade amigável ao dia de treinos.
“Eu disse ao Ronaldo: ‘Não me deixe aí jogando sozinho’.” Naquela temporada, depois de cada treino em Milão, nós dois ficamos para trás para praticar rebatidas na trave.
A dupla foi fundamental na temporada de sucesso do Inter, na qual terminou em segundo lugar na Série A, mas conquistou a Taça UEFA, ao derrotar a Lazio na final, com Ronaldo a marcar o golo final. Durante esse período, as sessões extracurriculares no campo de treinamento geraram até uma brincadeira entre as duas estrelas que terminaria naquela noite em Paris.
“Costumávamos brincar um com o outro dizendo que quem conseguisse mais pontos venceria a Copa do Mundo”, continuou ele. “Ele não poderia perder aquela final.”
A demonstração de apoio de Djorkaeff terminará com uma lembrança do espírito competitivo da dupla.
“Vou vencer você”, eu disse a ele”, acrescentou, com o meio-campista provando que estava certo na vitória da França sobre o Brasil, em estado de choque, por 3 a 0.
Mas no final, a amizade e o respeito mútuo permanecerão intactos. “Depois do jogo trocamos de camisa”, confirmou Djorkaeff.



