Rodrigo de Paul tornou-se nesta seleção argentina o que José Manuel Pinto já foi no Barcelona, ou Luis Suarez mais tarde se tornou: o companheiro de equipe com quem Messi se sente imediatamente em casa.
O vínculo deles foi forjado durante obrigações internacionais. Até então, a única ligação do meio-campista com Messi era o pedido de uma foto após o jogo Valência x Barcelona, que orgulhosamente postou nas redes sociais.
Uma tarde, ele notou Messi saindo do treino sozinho e parecendo desanimado. Preocupado, De Paul esperou cerca de 40 minutos antes de bater à sua porta.
‘Quer um amigo e um jogo de tricko?’
Desenvolveu-se uma amizade, com etiqueta própria e rígida. Companheiro, bebidas, juntos no quarto do De Paul todas as manhãs. Por ordem de chegada, primeiro o Léo e depois os demais integrantes da equipe. Se acordarem muito cedo, terão que esperar o momento de ir para o quarto de De Paul, ninguém consegue quebrar a rotina.
De Paul às vezes chama Messi de ‘El Pequeno’ (o pequeno), embora ele seja o mais velho da sala.
Ele fode com ele, trata-o como um menino normal em vez de um monumento, porque é isso que Messi realmente quer na maioria das vezes: ser Leo, não Messi. De Paul o conhece bem o suficiente para saber quando deixá-lo em paz.
Ao entrar em campo, Messi conduz De Paul ao seu lado, enquanto o resto do time se espalha quase formando uma cunha atrás dele – como uma gangue de rua protegendo seu líder.
Para muitos deste grupo, Messi nunca foi apenas um companheiro de equipa, foi o ídolo juvenil da televisão, razão pela qual alguns deles pegaram na bola em primeiro lugar.
Toda a equipe usa o mesmo calçado, o Adidas Adistar Messi. No aniversário dele, em junho, os jogadores vestiram uma camiseta estampada com uma foto sua ao lado de Leo, dos anos de seleção.



