A seleção brasileira soltou sua equipe B no domingo e derrotou o Panamá por 6 a 2um rival que só resistiu no primeiro tempo num lendário estádio do Maracaná. Vinícius Júnior foi o protagonista da noite com um gol e uma assistência no último amistoso da Canarinha antes de definir o rumo definitivo para a Copa do Mundo de 2026. A seleção centro-americana, que participará da segunda Copa do Mundo de sua história, resistiu no início, mas acabou sucumbindo à tempestade ofensiva liderada por Carlo Ancelotti.
SUTIÃ
6
2
FRIGIDEIRA
Configurações
| Alisson (Ederson, m.46); Wesley (Ibáñez, m.46), Bremer (m.46 Danilo), Léo Pereira, Alex Sandro (m.46 Douglas Santos); Casemiro (m.46 Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos, m.46); Matheus Cunha (m.46 Lucas Paquetá), Raphinha (Igor Thiago, m.46), Vinícius Júnior (Endrick, m.46) e Luiz Henrique (m.46 Rayan). Técnico: Carlo Ancelotti. |
| Panamá: Orlando Mosquera; Amir Murillo (Iván Anderson, m.85), Fidel Escobar (Jiovany Ramos m.65), José Córdoba (Edgardo Fariña, m.65), Andrés Andrade (Roderick Miller, m.65), César Blackman (Kadir Barría, m.66); Carlos Harvey (Victor Griffith, m.85), Yoel Bárcenas (Eric Davis, m.68); José Luis Rodríguez (Tomás Rodríguez, m.65), Ismael Díaz (Cristian Martínez, m.46) e Cecilio Waterman (José Fajardo, m.46). Treinador: Thomas Christiansen. |
Festa nas arquibancadas e eficácia antecipada
Os momentos que antecederam o início da partida foram uma verdadeira festa no Rio de Janeiro. Os mais de 70 mil espectadores no Maracaná fizeram a onda e cantaram “Olé, Olé, Olé, Olá, Hexa, Hexa!” junto com o hino nacional dos nossos pulmões. Ao mesmo tempo, um espetacular tifo com o escudo da seleção, o troféu da Copa do Mundo e a frase “caixão do Saca” coloria as arquibancadas.
Os jogadores locais retribuíram esse carinho logo no primeiro minuto de jogo. O Panamá começou com uma linha de cinco zagueiros no meio do próprio campo, uma abordagem ousada para uma Canarinha que olha sempre metros à frente. Nesse cenário, Casemiro roubou uma bola-chave e Vinícius entrou na área como um raio para marcar um chute intocável contra Orlando Mosquera. Isso significou um início idílico para a seleção brasileira.
A ousadia panamenha congela o Maracaná
O que os homens de Ancelotti não esperavam era a autoconfiança de José Luis Rodríguez. O extremo do FC Juárez moveu-se com total liberdade na zona dos três quartos, quase sempre sem marca. A recompensa para os visitantes veio após falta de Bruno Guimarães sobre Bárcenas perto da grande área. Amir Murillo acertou a trave e a bola ricocheteou em Matheus Cunhaconfundindo completamente Alisson, que demorou um pouco para responder.
O empate temporário deixou todos os brasileiros indiferentestanto para os jogadores de futebol em campo quanto para os torcedores nas arquibancadas. Os liderados por Thomas Christiansen não ficaram satisfeitos e ocasionalmente emitiram um aviso perigoso, obrigando Alisson a se esticar após os chutes de Ismael Díaz e Cecilio Waterman.
A conexão de Madrid e o fator VAR
O Brasil sempre teve o desequilíbrio de Vinicius. O avançado do Real Madrid suavizou com insistência uma primeira parte discreta. O extremo tentou várias vezes até finalmente derrotar dois rivais Ele colocou um ponto central preciso no coração da área para onde Casemiro ia fundo da rede. Embora o atacante inicialmente tenha levantado a bandeira Calcanhar de Córdoba impedido impedimento e o VAR acabou validando o gol para alívio da arquibancada antes do intervalo.
Revolução tática e tempestade de objetivos
Após o reinício, Ancelotti revolucionou completamente o onze titular, mantendo apenas Léo Pereira em campo. Dez mudanças de uma só vez abriram caminho para uma nova liderança formada por Lucas Paquetá, Igor Thiago, Endrick e Rayan. Os novos jogadores entraram em campo com mais facilidade e uma faísca diferente que tirou todas as dúvidas em apenas dez minutos.
Em primeiro lugar, um erro flagrante de Mosquera Ele deixou o gol completamente vazio para Rayan para marcar seu primeiro gol com a equipe sênior. Sete minutos depois, Lucas Paquetá definiu um grande jogo coletivo com classee apenas três minutos depois, Igor Thiago converteu pênalti com sucesso que ele mesmo causou.
A cereja do bolo foi… Danilo Santos com um verdadeiro milagre técnicoapós controlar a bola com a coxa, colocar o marcador e finalizar com maestria. Já na última parte e agora que tudo está decidido, Carlos Harvey marcou o resultado para o Panamá com um chute desesperado que marcou o segundo gol de seu time.
Próximos compromissos na agenda
O próximo teste do Brasil será contra o Egito, no dia 6 de junho, na cidade de Cleveland, onde tentará lapidar os detalhes táticos finais. Três dias antes, o Panamá tentará esquecer a pesada derrota no Maracaná ao enfrentar a seleção da República Dominicana diante de sua própria torcida.



