14 de agosto – A agência federal de concorrência da Alemanha, Bundeskartellamt, anunciou que a querida regra 50+1 da Alemanha está em conformidade com os regulamentos antitruste, um momento importante para o princípio que distingue o futebol alemão do resto da Europa.
A regra dá aos clubes e aos seus torcedores a maioria dos direitos de voto, o que significa que nenhum time das duas principais ligas pode ser controlado por investidores externos. Esta é uma das maiores diferenças entre a Bundesliga e as ligas de Inglaterra, Itália, França e Espanha, e que a própria DFL pediu às autoridades que confirmassem ser legal.
O presidente do Bundeskartellamt, Andreas Mundt, deu total apoio à regra, dizendo: “A regra 50+1 pode continuar a ser racionalizada, pois mantém a natureza de clube do esporte e garante a participação dos membros. No entanto, isso está sujeito à aplicação consistente das regras e à ausência de distinções irracionais.”
Este aviso é importante porque a regra tem problemas de credibilidade. Já existem exceções para RB Leipzig, Bayer Leverkusen e Wolfsburg.
Os críticos argumentam que todo o quadro inibe o investimento dos 36 clubes, impedindo-os de igualar os gastos dos rivais estrangeiros, e apontam os 13 títulos do Bayern de Munique em 14 anos como prova de um desequilíbrio competitivo.
Até os apoiantes apontam para preocupações de justiça. O presidente do Dortmund e presidente da DFL, Hans-Joachim Watzke, saudou a decisão, mas acrescentou: “As regras só fazem sentido se se aplicarem igualmente a todos. Estou curioso sobre o futuro, mas continuo cético”.
Em 2024, um plano para vender ações de radiodifusão por cerca de mil milhões de euros fracassou devido a protestos de fãs, e agora os relatórios sugerem que a DFL está em negociações com a Apollo Sports Capital sobre um empréstimo de mil milhões de euros.
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