Quando Arbeloa foi promovido do Real Madrid Castilla, então quarto colocado no grupo da Primera RFEF, ele criou uma identidade futebolística de times com personalidade e vontade de dominar.
Porém, na equipe titular ele diz que não poderia ser apenas ele mesmo.
Como ele mesmo disse: “Tive de ser o treinador que tive de ser”.
Portanto, a sua passagem como treinador da equipa principal do Real Madrid pode não ser uma verdadeira referência para o Fulham.
No Castilla, sua equipe foi construída em torno do que ele chama de alegria ofensiva: a posse e a pressão sem bola eram os dois pilares.
Arbeloa sempre esteve disposto a ser mais direto quando o jogo exigia.
No papel era um 4-3-3; Na prática, um meio-campista avançou quase como um camisa 10, mudando o formato para um 4-2-3-1 com clara referência ofensiva, e as áreas amplas importavam enormemente.
Algo era inegociável: intensidade. O modelo defensivo de Arbeloa baseia-se na pressão incansável: esta não era uma equipa que queria recuar e defender a sua própria área, independentemente das mudanças à sua volta.
Muito desse pensamento está enraizado nos vestiários onde ele jogou.
No Liverpool, Rafa Benítez deixou-lhe o exemplo de um treinador obcecado em melhorar os jogadores individualmente, conversando constantemente com eles, corrigindo constantemente.
Regressando ao Real Madrid em 2009, Manuel Pellegrini mostrou-lhe um treinador que adorava o ritmo de jogo, deixando as equipas livres para o explorar.
De Mourinho, que dirigiu o Bernabéu durante os seus tempos de jogador, Arbeloa aponta a sua forma de liderar e de exigir o máximo esforço todos os dias, um treinador meticulosamente preparado e cujo treino se baseava inteiramente no seu modelo de jogo.
Carlo Ancelotti e Vicente del Bosque, este último da passagem pela Espanha, ensinaram-lhe novamente algo diferente: que a tática por si só não basta.
Para Arbeloa, um treinador que não sabe gerir o grupo está “fadado ao fracasso”, por mais acertadas que sejam as suas ideias em campo.



