Demorou três dias, mas o Barcelona finalmente teve um de seus jogadores no palco da Copa do Mundo FIFA de 2026.
Depois de um início de torneio tranquilo do ponto de vista do Barça, o sábado finalmente deu aos torcedores um motivo para ficarem de olho na ação. Rafinha foi o único jogador do Barcelona a jogar no dia, titular pelo Brasil no confronto do Grupo C contra o Marrocos.
Foi um dia agitado de futebol, com quatro partidas de 12 horas e muito drama ao longo do torneio.
Suíça e Catar abriram o dia com um empate tenso em 1 a 1, um resultado que decepcionou os suíços depois de terem desperdiçado várias chances e permitido ao Catar empatar no final.
A seguir vem o campeonato, com o Brasil enfrentando o Marrocos em um dos jogos mais esperados da fase de grupos até o momento. A partida começou com muita energia e promessa, mas gradualmente perdeu a liderança, já que ambos os lados se contentaram com outro empate em 1-1.
A Escócia marcou então seu tão esperado retorno à Copa do Mundo com uma vitória por 1 a 0 sobre o Haiti. Foi uma ocasião emocionante para ambas as nações, com a Escócia a participar no torneio pela primeira vez em 28 anos e o Haiti a encerrar uma espera de 52 anos.
Turquia e Austrália fecharam o dia na última partida do torneio.
Para os torcedores do Barcelona, porém, o foco principal era claro. Rafinha acabou se tornando o primeiro jogador do Barça a disputar esta Copa do Mundo e seu desempenho contra o Marrocos proporcionou um início de campanha misto, mas interessante.
Veja como se saiu o extremo brasileiro.
Raphinha x Marrocos
A atuação de Rafinha contra os campeões da AFCON teve muito esforço, como sempre acontece com o brasileiro, mas não o suficiente de sua excelência clínica.
O extremo do Barcelona foi longe frente a Marrocos num jogo que nunca atingiu o ritmo que se espera da equipa de Carlo Ancelotti.
O Brasil teve 51 por cento de posse de bola, 1,27 xG, cinco chutes a gol e 22 toques nos quadros do Marrocos, mas ainda faltou controle real no desempenho.
Para Rafinha, o jogo foi decepcionante. Ele terminou sem gol ou assistência e seu momento mais claro veio no final do segundo tempo.
Vinicius Junior, o artilheiro da noite, cruzou e seu chute foi defendido confortavelmente por Bono.
Essa, em essência, foi a noite do Rafinha. Ele esteve muito envolvido e ofereceu muita energia, mas não foi suficientemente decisivo.
Não foi uma atuação preocupante, mas sendo o jogador do Barcelona um dos craques do Brasil ao lado de Vinicius Jr., não foi o tipo de atuação que esperavam dele.

O valor de Rafinha no Barça muitas vezes vem de sua intensidade, pressão e franqueza, mas também de sua capacidade de avançar quando as luzes brilham mais. Contra o Marrocos ele teve ritmo de trabalho, mas foi isso.
Parte disso também deve descer para a estrutura. O Brasil teve muitas dificuldades no meio-campo durante o primeiro tempo, e a pressão do Marrocos dificultou que os jogadores de longa distância conseguissem um saque limpo.
Rafinha começou o jogo pela esquerda, passou para a direita, depois para a posição 10 e mesmo jogando como atacante, não permitiu que ele se acomodasse em uma posição.
No entanto, existe um ângulo positivo. Rafinha disputou todo o jogo, manteve-se fisicamente nobre e o próximo jogo do Brasil contra o Haiti pode ser o jogo em que ele entra no torneio.
Este não foi um começo desastroso para Rafinha. Foi tranquilo. Esperançosamente, essa foi a calmaria antes da tempestade.



