O Palace mal havia parado de comemorar a vitória sobre o Manchester City na final da FA Cup, em Wembley, quando foi atingido por um soco devastador.
Era início de julho e o sul de Londres aguardava ansiosamente a perspectiva de Selhurst Park receber pela primeira vez a Liga Europa.
Mas depois que a UEFA decidiu que o Palace havia violado as regras de propriedade de vários clubes – com o empresário americano John Textor tendo participações nos Eagles e no time francês do Lyon, que também se classificou para a Liga Europa – o time de Glasner foi rebaixado para a Conference League.
O veredicto chocante ameaçou sugar a vida do sucesso do Palace antes mesmo do início da nova temporada, com Parish descrevendo-o como “provavelmente uma das maiores injustiças que já aconteceram no futebol europeu” antes de um apelo malsucedido ao Tribunal Arbitral do Esporte.
No entanto, depois de uma espera de 120 anos por um primeiro grande troféu, foi preciso mais para diminuir o ânimo do Palace.
Os Eagles não mostraram sinais de sentir pena de si mesmos ao iniciar a nova temporada derrotando o campeão da Premier League, o Liverpool, no Community Shield, no agora familiar ambiente de Wembley.
Mas a turbulência recomeçou com a saída do talismã Eberechi Eze, que partiu para o Arsenal por uma quantia recorde após cinco anos, e eles quase também sofreram a perda do zagueiro e capitão Marc Guehi, caso Glasner não tivesse intervindo.
O internacional inglês estava pronto para sancionar uma transferência para o Liverpool até que o Palace desligou no final do prazo, depois que a transferência para seu substituto proposto – Igor Julio, do Brighton – não se concretizou.
Depois que a transferência de Guehi para o clube fracassou – o que teria feito o Palace pagar uma taxa de mais de £ 35 milhões por um jogador nos últimos 12 meses de seu contrato – as linhas entre Glasner e Parish pareceram se confundir.
Foi relatado que o técnico austríaco, também no último ano de seu contrato, ameaçou pedir demissão se Parish aprovasse a transferência de Guehi para Merseyside.
Glasner ficou frustrado quando o Palace, que se preparava para sua temporada de estreia nas competições europeias – que incluiria pelo menos seis partidas adicionais na fase da liga – parecia disposto a sancionar saídas em vez de manter e fortalecer o elenco que já possuía.
Ficou claro que as tensões estavam aumentando nos bastidores de Selhurst Park.



