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Vinny Júnior, Rafinha, Cunha e… Neymar? O Brasil conseguirá vencer a Copa do Mundo com um ataque total?

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Carlo Ancelotti escolheu uma forte formação ofensiva para participar de sua primeira final de Copa do Mundo. Ele conseguirá encontrar uma equipe eficaz para devolver o Brasil à glória?


O Brasil sempre entra em uma Copa do Mundo com a esperança de vencer tudo, mas desta vez a perspectiva é mais um reflexo de sua reputação e do número de estrelas em sua camisa amarela do que qualquer tipo de preparação sólida para o torneio.

A Seleção teve quatro treinadores e 84 jogadores diferentes que atuaram em pelo menos uma partida desde 2023. Depois de muitas mudanças de rumo, o Brasil finalmente encontrou seu técnico para o torneio em Carlo Ancelotti, que chegou em junho de 2025.

Isso significou que Carlito disputou apenas quatro partidas oficiais nas eliminatórias da CONMEBOL para a Copa do Mundo, duas das quais foram derrotas, pois o Brasil já havia se classificado. Com isso, a maior parte de seu trabalho ocorreu em sete amistosos desde o final das eliminatórias.

O treinador italiano geralmente prefere um estilo de ataque que conta com dois meio-campistas e quatro atacantes. Casemiro (10 jogos) e Bruno Guimarães (9) são os titulares mais frequentes do comando de Ancelotti, ao lado de Vinicius Junior (9). O sistema 4-2-4 é reflexo do desequilíbrio nas posições de jogadores à disposição do técnico brasileiro.

Embora a dupla de meio-campo pareça acertada, as quatro posições de ataque continuam disponíveis, principalmente depois das lesões de Rodrigo, artilheiro do Brasil desde 2023, com oito gols, e Estêvão, artilheiro de Ancelotti, com cinco gols.

Vinicius e Rafinha são os artilheiros do grupo, mas seu poder de estrela na Europa não se traduziu de forma consistente no cenário internacional.

Vinicius acumulou 183 gols em 257 partidas em todas as competições pelo Real Madrid nas últimas cinco temporadas, a uma taxa de 0,79 por partida, mas sua produção caiu para 17 gols em 48 partidas pelo Brasil, menos da metade da taxa (0,36 por partida).

O mesmo se aplica a Rafinha, que marcou 127 gols em 177 partidas pelo Barcelona (0,72 por partida), ante 18 gols em 38 partidas pela Seleção (0,47 por partida).

Sem outra escolha clara como atacante além de Igor Thiago, do Brentford, que não deve começar, há uma chance de Vinicius ou Rafinha jogarem como atacante. Fini passou 57% de seus minutos sob o comando de Ancelotti, com o Brasil como atacante, enquanto Rafinha jogou 43% de seus minutos como meio-campista ofensivo.

Posições de Rafinha disputadas pelo Brasil

As demais posições no ataque do Brasil terão uma competição acirrada entre Matheus Cunha, Luiz Henrique, Ryan, Gabriel Martinelli, Andric, Igor Thiago e, após sua surpreendente inclusão no elenco, Neymar.

Cunha é o atual favorito, tendo criado 11 chances enquanto jogava pelo Brasil sob o comando de Ancelotti, número superado apenas por Vinicius (18), Bruno (15) e Casemiro (14) que, como vimos, jogaram mais futebol que outros. Cunha também atuou principalmente nas zonas centrais.

Matheus sendo centro de jogo da Seleção Brasileira

Luiz Henrique, Ryan e Endrik também chamaram a atenção de muitos torcedores brasileiros, cada um oferecendo uma vaga de titular.

Luiz completou quase tantos dribles (14) em apenas 344 minutos pelo Brasil, quanto Vinicius (18) em 685 minutos na era Ancelotti.

Luiz Henrique dribla pelo Brasil

Enquanto isso, os adolescentes Ryan e Endrik marcaram pelo Brasil, ambos em estádios famosos. O extremo do Bournemouth marcou no segundo jogo – contra o Panamá, no Maracanã – enquanto o jogador do Real Madrid marcou no terceiro jogo – contra a Inglaterra, em Wembley.

Porém, nenhum jogador carrega maiores expectativas nas ruas do Brasil do que Neymar. O maior artilheiro de todos os tempos da Seleção em partidas oficiais (79 gols) não joga pelo seu país desde outubro de 2023, mas depois de retornar ao seu clube de infância, o Santos, em 2025, fez o suficiente para convencer Ancelotti a convocá-lo.

Apesar de ter feito apenas 43 partidas pelo Santos – quase a metade do jogador que mais disputou pelo Santos naquele período, Gabriel Brazão (85) – ele liderou seu time em gols (17), dribles completados (67), chances criadas (114), chutes marcados (118) e faltas vencidas (160). Enquanto isso, ele também ficou em segundo lugar em assistências (oito) e toques na grande área adversária (187), tudo isso enquanto jogava por um time que lutava contra o rebaixamento.

Neymar toca no Santos

Ele já é uma lenda brasileira, mas sua inclusão na seleção lhe dá a chance de se tornar o segundo brasileiro, depois de Pelé, a marcar em quatro Copas do Mundo diferentes.

A capacidade de Neymar de conectar meio-campo e atacantes, sem falar na capacidade de decidir partidas, é indiscutível. Cabe agora a Ancelotti decidir se será o ponto focal da equipa ou um suplente tardio que poderá surgir tarde para tentar virar o jogo.

Com abundância de atacantes e falta de meio-campistas, o Brasil deve ameaçar com ataques rápidos e diretos.

Nas duas partidas contra seleções europeias comandadas por Ancelotti, o Brasil teve menos posse de bola que o adversário – 45% na vitória sobre a Croácia e 46% na derrota para a França. Vale destacar que a França viu um de seus jogadores ser expulso aos 55 minutos, sendo que naquele momento a posse de bola do Brasil era de apenas 40%.

Embora a maioria dos adversários muitas vezes force o Brasil a controlar a bola contra bloqueios profundos, a equipe de Ancelotti teve quase tantos ataques diretos (25) quanto acumulou (30) desde que o técnico assumiu. (Os ataques diretos são definidos como sequências de jogo aberto que começam dentro do meio-campo do time, movem-se pelo menos 50% em direção ao gol adversário e terminam com um chute ou toque dentro da área de grande penalidade do adversário; Os ataques acumulados são sequências de jogo aberto que contêm mais de 10 passes e terminam com um chute ou toque dentro da área de grande penalidade do adversário.)

Apesar da incerteza lá na frente, a defesa está mais estável. Os dois defesas-centrais chegaram à final da Liga dos Campeões – Marquinhos pelo Paris Saint-Germain e Gabriel Magalhães pelo Arsenal.

Marquinhos será o capitão da seleção e usará toda a sua experiência para levar a seleção brasileira à Copa do Mundo. Suas 122 partidas na Liga dos Campeões o colocam atrás apenas de Lionel Messi (163) entre os jogadores não europeus.

Enquanto isso, Gabriel tem sido uma peça fundamental da defesa com o maior número de jogos sem sofrer golos na Liga dos Campeões (9) e na Premier League (19) nesta temporada.

No entanto, foram titulares apenas dois jogos juntos sob o comando de Ancelotti, embora ambos os jogos tenham terminado sem sofrer golos e com uma vitória: 3-0 sobre o Chile e 2-0 sobre o Senegal.

Ter uma defesa forte, capaz de resistir a jogos sem muita posse de bola contra grandes competições europeias, pode ser a melhor aposta do Brasil, na esperança de surpreender o rival com uma infinidade de atacantes velozes. O Brasil acertou 19 chutes rápidos em 11 partidas sob o comando de Ancelotti, incluindo quatro chutes contra a Croácia – dois dos quais foram gols – e dois contra a França.

Se as coisas derem errado, o Brasil terá Neymar como último recurso, incumbindo-o de chegar lá e conseguir algo, como fez em cada uma das três Copas do Mundo anteriores.

No entanto, ele nunca conseguiu levar o Brasil à primeira vitória na Copa do Mundo desde 2002. Esta é sua última chance.


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