Uberlândia precisa tratar melhor seu torcedor em 2018

Todos concordam que o Parque do Sabiá, é um bom estádio para assistir futebol. Não há pontos cegos, não há alambrado prejudicando a visão, como ocorre em outros estádios. Por isso acho que algumas coisas que aconteceram este ano, deveriam ser repensadas para o próximo ano.

– Primeiro ponto que tenho pra destacar é a questão do som e da música no estádio. Em todos os jogos do Uberlândia este ano, o som estava exageradamente alto, estava tão alto que atrapalhou nas transmissões das rádios e para piorar a música de pior qualidade possível.

– Outro ponto a se destacar, é higiene do estádio. Quando o torcedor chega ao estádio, principalmente no setor das cadeiras cativas, as cadeiras estão sujas, empoeiradas, ou as vezes até se soltando.

– Preço de coisas básicas, absurdamente caros, como por exemplo água. Ao que me lembre neste ano, uma garrafa de água estava sendo vendida a 6 Reais. O preço é surpreendentemente alto, nem em bares e boates a água é vendida a este preço.

– Dificuldade em comprar o ingresso e falta de informação fora do estádio. Em jogos de times grandes, do Rio e de São Paulo, há pessoas fora do estádio para dar orientação aos torcedores, organizar as filas, facilitando o acesso para dentro do estádio e evitando tumulto, em Uberlândia isto não existe. Poderia também ser disponibilizado para o torcedor a compra de bilhetes pela internet, onde o mesmo poderia chegar ao estádio e passar seu cartão de crédito na catraca, ou até mesmo imprimir o código de barras.

Essas são as críticas quanto a organização do evento, pois conversei com algumas pessoas que foram em jogos este ano, levando suas famílias, que me disseram que não voltam mais ao estádio, devido a algumas coisas que aconteceram durante o evento, como por exemplo os que foram citados no texto. Ainda mais em tempos de crise, uma família composta por quatro pessoas, gasta em média 200 reais para ir ao estádio, levando em consideração ingressos, alimentação e transporte, o que não é pouco dinheiro.

Equipes de futebol tem que ver seus torcedores como clientes e fazer o máximo para agrada-los e com isso trazer mais “clientes”. Mas o que vemos é ao contrário, cada vez mais os estádios no Brasil estão vazios.

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Dalena Júnior
Dalena Júnior é natural de Ituiutaba, formado em fisioterapia na cidade de Santos (SP) e uberlandense de coração. Assíduo em estádios de futebol, foi comentarista de programas esportivos locais no interior paulista nos anos 90.

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