Aperitivo da Copa: Um Evento Previsível

Terminou a Copa das Confederações sem incidentes e sem grande público. Cumpriu seu papel. A rodada final foi um sucesso. Não se tem notícia de uma decisão de terceiro lugar tão empolgante. O título foi decidido no detalhe, como é de praxe em finais. O restante foi mais ou menos como esta coluna previu. A Alemanha, com apenas três campeões mundiais, trazia o favoritismo da última façanha, no Brasil e o confirmou. A Seleção Chilena, ganhadora dos torneios continentais tinha boas chances de seu título inédito envolvendo outros continentes. Perdeu a final no detalhe. México e Portugal “corriam por fora” e decidiram o terceiro lugar no momento que valeu pela competição toda. Ochoa defendeu pênalti e o time luso precisou da prorrogação.

O apoio de sua torcida, o esforço de seus atletas e o grupo fraco da primeira fase, contribuíram para o país sede não fazer feio. A Rússia terá que melhorar muito se quiser obter um desempenho honroso como anfitriã da próxima Copa do Mundo de futebol. Será que consegue aproveitar o fator casa e superar sua melhor colocação em Copas? Como URSS, chegou às semifinais em 1966, mas poderia ter sido melhor. Não conquistou o pódio por ter cruzado com Portugal (de Eusébio), na decisão do terceiro lugar, em Wembley. Esta também é a melhor colocação portuguesa. Como Rússia unicamente, não se destacou nas copas. No confuso ranking da FIFA (Federação Internacional de Futebol), por exemplo, não figura entre as 60 primeiras colocadas. O Brasil, já classificado para 2018, no momento é o primeiro. Na Eurocopa garantiu seu maior triunfo, o título de 1960, como URSS e três vices. O último deles, numa edição memorável com Alemanha e Holanda em grande momento. O goleiro Dasayev sofreu com a bomba de Marco Van Basten, naquele “2 x 0”.

Protocolo atendido, agora é arrumar a casa, preparar o terreno, cuidar da logística, da hospitalidade, da estrutura, das questões turísticas, da segurança e da organização temática. A contagem regressiva começou! Em menos de um ano, o maior país da Terra receberá a Copa do Mundo de 2018. A organizadora (FIFA) conta com o sucesso, para melhorar sua imagem, “arranhada” pelos escândalos de estar sob investigação.

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Paulo César Borges
Paulo Cesar Borges é jornalista graduado em Uberlândia, tendo atuado por 24 anos em emissoras de rádio, tv e em um jornal da região. Realizou coberturas jornalísticas em três países. Sua atuação anterior foi o retorno à rádio Educadora, por onde atuou nos anos 1990. Foi exatamente em 1990 que iniciou em 04 de janeiro sua trajetória na imprensa através do rádio. Passou várias vezes pelo prefixo 580 Khz (hoje Rádio América) e por nove anos defendeu as cores da Rádio Cultura AM.

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