Nova janela se abre para Nasr

Quem acompanha o automobilismo mundial sabe que Felipe Nasr conseguiu pontuar pela equipe Sauber no último GP do Brasil de F1, quando a gravação do rádio da equipe mostrou a comemoração seguida de choro em forma de desabafo do brasileiro, isso porque foram os primeiros, e únicos, pontos da escuderia na temporada 2016, o que resultou no embolso de 40 milhões de euros. Seria, então, a garantia de continuar com o posto na equipe e, consequentemente, na categoria.

Mas não foi o que aconteceu.  O francês Esteban Ocon(20), apadrinhado pela Mercedes, ficou com a vaga na escuderia, frustrando muito o responsável pelos únicos pontos da equipe e, claro, os torcedores brasileiros.

Acontece que essa indigesta novela ainda não acabou. Talvez tenha acabado para a ex-chefe da Sauber, Monisha Kaltenborn, que renunciou ao cargo nesta quarta-feira devido ao embate com o Longbow Finance, investidor e atual proprietário da escuderia suíça. A investidora confrontou Monisha devido a qualidade dos pilotos Marcus Ericsson e Pascal Wehrlein, e exigiu mudança nos postos.  Monisha, por sua vez, foi contra a substituição, protegendo “seus meninos”. Porém, na queda de  braço com proprietário e investidor financeiro, quem teve que recuar foi a feche, ou melhor, ex-chefe  da equipe.

Sem costas quentes, Marcus Ericsson é o primeiro nome cogitado para a substituição, já que o piloto ainda não marcou nenhum ponto na temporada 2017 da Fórmula 1, com isso abre-se uma nova janela para o brasileiro Felipe Nasr.

O sonho ainda não acabou e, quem sabe, possamos voltar a contar com dois postos verde-amarelo na principal categoria do automobilismo mundial.

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Pácis Junior
Pácis Júnior é cineasta, diretor da série humorística Piadorama, e documentárista. Foi diretor do programa Resenha, do Futebol Uberlândia, e hoje é coordenador da Manchete Esportiva.

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