O milionário mundo do tênis profissional

Se no “vestibular do futebol” um seleto grupo chega aos maiores clubes do mundo e seus salários milionários, imagine para ser um “top 100” da Associação dos Tenistas Profissionais… No futebol, é comum a história do jovem de favela, a quem falta o trocado do transporte para os treinos, após inúmeras “peneiras”; a vida longe da cidade da família, os atrasos de salário, os calotes, os infindáveis empréstimos a times sem estrutura até que a grande oportunidade apareça. No caso do tênis, para alguém de classe social modesta ter a oportunidade de praticá-lo, só com muito sacrifício do atleta ou dos pais. O kit com uma raquete mais singela, caixas de bolas, uniforme e calçado custa algumas centenas de reais para iniciantes. Isto sem contar que onde não houver programa social que contemple a modalidade, restará a opção de se recorrer às escolinhas particulares. As mensalidades são semelhantes às de um curso de educação regular privado, de um curso de línguas, de informática ou até de uma pós-graduação. Mas não queremos desanimar quem sonha com a “Copa Davis”, O “US Open” ou “Masters 1000”. O propósito na verdade é ponderarmos no porquê de um atleta que esteja há anos fora por exemplo, da 100ª posição no ranking da A. T. P. insistir na carreira, mesmo que não conquiste título importante. Seria pela possibilidade de ser uma das “zebras” que aparecem eliminando favoritos em grandes torneios? Também. Mas não na maioria das vezes. O amor a este esporte? Sim, mas isto acontece em outros tantos. Um fator que pode não ser decisivo e muito menos desprezado é a premiação.

Se não vejamos: está em andamento o “Frenche Open” (Aberto da França), no “Stade Roland Garros”. A primeira rodada teria pago a cada vencedor 30 mil euros ou cerca de 120 mil reais. Uma quantia “razoável” só por estar na disputa. O campeão e a campeã deverão encher seus troféus com notas que somariam dois milhões de euros (cerca de oito milhões de reais) para cada. Ser vice-campeão não tem um gosto tão” amargo”: leva-se a metade. Uma “bela carta na manga” para se tornar conhecido e se “garimparem pontinhos” no ranking é competir em dupla. O prêmio, neste torneio de “Grand Slam” seria de meio milhão de euros. Na estreia, cada equipe teria garantido cerca de 40 mil reais. Quanto à pontuação, é de dez a dois mil pontos na A. T. P.. O sérvio Novak Djokovic, número dois da Associação, venceu a última edição, mas a “fera” dos últimos anos, com três títulos em cinco tem sido o espanhol Rafael Nadal, quarto do mundo. Este, por sua vez perdeu a final do “Australian Open” (primeiro G. S. do ano) para o quinto do mundo, o carismático suíço Roger Federer. Nos dois primeiros meses do segundo semestre, acontecerão respectivamente os Abertos da Inglaterra (Wimbledon) e dos Estados Unidos. Já no torneio de Roma (Masters 1000), o jovem Alex Zverev, de 20 anos fez história ao conquistar o título sobre “Djoko”. No “Indian Wells” (Masters 1000)/ Califórnia, Federer acabou derrotando o amigo e compatriota Stan wawrinka, número três do mundo.

Entre os brasileiros, Tomaz Bellucci como simples e Marcelo Melo formando duplas são os melhores “ranqueados”. Rogério Dutra em dupla com o italiano Paolo Lorenzi se destaca no atual R. G./ Paris, em que Bruno Soares marcou presença, mas assim como o conterrâneo, ficou pelo caminho, na disputa individual. Ao lado do britânico Jamie Murray, Soares conquistou o Australian Open. Em Indian Wells, Marcelo Melo e Lukasz Kubot (Polônia) foram finalistas. Em agosto Bellucci encara Federer, no Brasil Open, em São Paulo.

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Paulo César Borges
Paulo Cesar Borges é jornalista graduado em Uberlândia, tendo atuado por 24 anos em emissoras de rádio, tv e em um jornal da região. Realizou coberturas jornalísticas em três países. Sua atuação anterior foi o retorno à rádio Educadora, por onde atuou nos anos 1990. Foi exatamente em 1990 que iniciou em 04 de janeiro sua trajetória na imprensa através do rádio. Passou várias vezes pelo prefixo 580 Khz (hoje Rádio América) e por nove anos defendeu as cores da Rádio Cultura AM.

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