Novos ventos no UEC

É impressionante o tanto de gente na cidade de Uberlândia que dá notícias de que a executiva do UEC não vai bem. Tem gente que nunca foi a um jogo do Periquito e vem me perguntar se agora o Guto e João Gilberto vão “largar o osso”.

Primeiro, eu não tenho bola de cristal. O processo de saída da situação depende das eleições que estão por vir. Segundo, se dependesse de mim, claro que sim! Temos exemplos em todo planeta de que a permanência dos mesmos por várias gestões é algo extremamente  negativo, seja na presidência de um país ou clube de futebol.

Mas no Uberlândia Esporte Clube é um pouco pior. Ouvi no rádio que o clube desembolsa oito mil reais para um funcionário do time fazer um serviço cabível em salário mínimo e, pra ficar mais indigesto, esse funcionário hiberna junto com o futebol do clube apesar de continuar a receber a bagatela de oito mil reais.

Imagine utilizar os R$ 8.000,00 para transformar o setor de marketing em profissional, ou seja, pagar profissionais que realmente saibam trabalhar com a imagem do clube.  Desenvolver campanhas para angariar recursos e engordar os cofres do Uberlândia Esporte Clube. Fazer com que os guris de escolas públicas e particulares desenvolvessem amor por um time da cidade. Com uma bagatela de “oito mangos” dá pra elevar o nome, o símbolo maior do clube, a patamares antes não imaginados, pelo menos imaginado pelos que pagam R$ 8.000,00 a um funcionário que hiberna metade do ano.

Quando eu penso que nada vai mudar, o novo veículo de comunicação impressa da cidade traz uma entrevista com o vice-presidente do Uberlândia Esporte Clube. Flavio Gomide, que não o conheço pessoalmente, porém me parece muito sensato, escancara publicamente que pode “dar as costas” para a panelinha da situação e criar uma nova chapa. Segundo ele para fugir das vaidades, essas que até minha falecida mãezinha já sabia da existência quando ainda conosco estava.

Parece que novos ventos estão surgindo pelos lados do Ninho do Periquito, e que Deus abençoe o Furação da Mogiana.

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Dalena Júnior
Dalena Júnior é natural de Ituiutaba, formado em fisioterapia na cidade de Santos (SP) e uberlandense de coração. Assíduo em estádios de futebol, foi comentarista de programas esportivos locais no interior paulista nos anos 90.

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