2018 é logo ali

            O Uberlândia Esporte Clube empatou por 1×1 com o Tupi no último domingo e encerrou sua participação no Campeonato Mineiro Módulo I de 2017 na sexta posição. Se por um lado, conseguimos a almejada classificação à Série D, por outro ficou um gosto de “quero mais”, devido aos pontos perdidos em três jogos: derrota para a Tombense (quando não jogamos nada e merecemos perder), derrota para a URT (quando jogamos melhor e mesmo assim fomos derrotados) e empate com o Cruzeiro (quando o árbitro Ricardo Marques Ribeiro foi decisivo para o resultado da partida). Foram 08 pontos perdidos que poderiam ter nos levados às semi finais, sem contar o empate com o Tupi.

Mas com a vaga da Série D em 2018, é hora da Diretoria refletir e começar a traçar o planejamento para os próximos anos. Ter metas objetivas sobre acessos sucessivos até chegar à Série A do brasileiro. E esse planejamento não será fácil, pois temos eleições em setembro, e o próximo Presidente terá pouco tempo para se preparar.

O ideal seria se a Diretoria atual fizesse o planejamento e já começasse a executá-lo. Ele passa pela manutenção ou não do treinador (acredito que deva ficar), e quais atletas o Clube pretende contar no elenco.

Inovar sempre é preciso, e como o Clube não tem calendário para o segundo semestre de 2017, poderia pedir autorização da Federação Mineira de Futebol e solicitar à Federação Paulista de Futebol que disputasse a Copa Paulista como convidado. Ano passado foi disputada por 27 Clubes, é muito competitiva e serviria não só para manter o time em atividade, como também para observar jogadores de outros locais fora de Minas Gerais. É regionalizada em sua primeira fase e tenho certeza que a distância percorrida para disputa-la nesta fase, seria infinitamente menor do que se tivéssemos uma Taça MG com times como Villa Nova, Tupi, América TO, cujas distâncias são muito maiores. O UEC ficaria com certeza em uma chave da região de São José do Rio Preto, ou de Franca ou Ribeirão Preto. Viajaria bem menos e as despesas seriam menores. Um exemplo: distância de São José do Rio Preto – 288 kms., distância de Franca – 254 kms e Ribeirão Preto, 280 kms, bem menos que os 981 kms que nos separam de Teófilo Otoni ou os 787 kms de Juiz de Fora.

Com essa participação o UEC ficaria na ativa, poderia renovar com o treinador e com os jogadores que entende que devem ficar, agregaria outros que mostrariam na competição a condição ou não de jogar em 2018 e iniciaria o ano com um elenco praticamente formado e entrosado. Precedente há, inclusive em campeonato regional, já que Unaí e Luziânia, times de MG e GO disputam o Campeonato Brasiliense de Futebol. E neste caso seria mais simples ainda, pois nem teria que haver filiação à FPF, como fizeram os Clubes de MG e GO no DF. Um simples convite seria suficiente.

À Partir de 2018, o UEC vai entrar em outro universo, o das competições nacionais, e deve participar com o intuito de subir de série ano a ano, sendo parte do planejamento se manter bem de preferência com uma semi final no campeonato mineiro e ascender à Série C no primeiro ano, pois daí para a frente, se não for rebaixado, tem sempre calendário anual.

Como disse anteriormente, é preciso inovar, e digo mais, ousar, pois um time de futebol profissional chega ao momento que tem que querer crescer não só em estrutura, mas também no seu Departamento de Futebol profissional. 2017 foi um grande salto para essa profissionalização, porém, 2018 é logo ali. Quando “assustarmos” como diz o mineiro, já chegou dezembro, natal, ano novo e o campeonato mineiro. Que sejamos ousados daqui para a frente. Essa imensa torcida merece.

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Fernando Luis Pereira Lima
FERNANDO LUIS PEREIRA LIMA , Bacharel em Direito pela UFU, com Pós Graduação em Direito Civil também pela UFU e Direito Desportivo, Gestão Esportiva e Marketing pela Trevisan Escola de Negócios SP, Ex-Diretor das Categorias de base do Uberlândia Esporte Clube e elaborador de diversos projetos pela Lei de Incentivo ao Esporte Federal, para o UEC, Palmeiras SP, USP e Associação Saque de Ouro - Marcelo Negrão.

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