Time cascudo e torcida fenomenal

Acreditava aqui no meu canto, que não tinha mais emoções a serem vividas no futebol. Estava redondamente enganado.

A segunda feira, dia 27 de março de 2017, reservava a mim e a grande torcida do Verdão presente no Estádio Parque do Sabiá emoções e sentimentos totalmente diferentes em 90 minutos de futebol.

O Uberlândia Esporte Clube sofreu uma pressão inicial do Cruzeiro, e logo em seguida, em uma jogada que é exaustivamente ensaiada nos treinamentos, chegou ao gol. Com o gol, veio a autoridade e o Verdão conseguiu segurar o ímpeto do Cruzeiro no jogo. De estranho, e a gente já notava nas arquibancadas do Estádio, era o tratamento desigual dado pelo trio de árbitros e o 4º árbitro aos jogadores e treinadores. Qualquer reclamação acintosa por parte dos jogadores do Cruzeiro eram relevadas pelo Sr. Ricardo Marques Ribeiro, que teve várias vezes o dedo em riste dos jogadores daquela agremiação no rosto e nenhuma atitude tomou. Já as reclamações do lado verde eram rispidamente repelidas pelo árbitro, quando não dava o cartão amarelo. O Zagueiro Manoel fez duas faltas seguidas com violência e nem advertido foi. Já do lado de cá, a toda hora era cartão amarelo por faltas simples. Neste mesmo sentido, eu notava lá de cima, que o 4º árbitro fazia uma marcação “homem a homem” no Treinador Paulo César Catanoce, e deixava livre de qualquer advertência o Treinador do Cruzeiro Mano Menezes.

Mas aí veio o final do primeiro tempo, e o UEC iria para o vestiário com a vitória parcial. Iria, porque o árbitro viu um pênalti no mergulho do atacante Ábila dentro da área. Não foi pênalti, o Brasil inteiro viu, mas ele marcou. Tenho comigo um pensamento sobre pênalti, para saber se foi ou não: ele marcaria o mesmo pênalti para o time adversário? Se a resposta for positiva então foi pênalti. Se houver dúvida, não foi pênalti. E tenho certeza que ele não marcaria aquele pênalti se fosse a favor do UEC. Revolta total no Estádio. Rafael Sóbis bateu e empatou.

O UEC voltou do vestiário para o segundo tempo, ainda sob o impacto do pênalti, e logo no início o Cruzeiro virou o jogo em um chutão despretensioso que pegou Ábila sozinho, que errou o chute e assim enganou o goleiro do Verdão.

Com esse gol alguém deve ter pensado: pronto, abriu a porteira. Que nada o Verdão foi para cima, empurrado pela sua fanática torcida, que calou durante todo o tempo a torcida adversária, a ponto do treinador do Cruzeiro Mano Menezes dizer-se assustado por pela primeira vez o Cruzeiro jogar com torcida desfavorável no interior.

Foram algumas oportunidades desperdiçadas, algumas pelo nervosismo, na cara do gol, outras pela atuação do bom goleiro Rafael, até que o Atacante Schumacher, que já vinha se destacando no jogo, pela sua voluntariedade e sua jogada característica que é fazer o pivô muito bem, encostou a bola para a batida seca e direta de Caio Dantas.

O Sabiá veio abaixo. Gol, empate com sabor de vitória. Emoção pura. Torcida enlouquecida, com jogadores e até o Catanoce, fora de seu padrão, vibrando com o gol. Não dava tempo de mais nada, e o jogo terminou 2×2.

Apesar do empate com sabor de vitória, ficou a vergonha de mais uma vez um árbitro “cometer erros” contra o Uberlândia e ainda ser defendido pela Comissão de arbitragem.

Recentemente tivemos um árbitro errando contra o Corinthians, e foi um “pampeiro”, como dizemos aqui no interior. Até hoje o sujeito está na geladeira. Se o erro fosse contra o Cruzeiro, garanto que “providências seriam tomadas”.

Mas valeu toda a emoção de ver o nosso time do coração envolver o Cruzeiro, a ponto do time da capital fazer cera e promover um cai cai nos minutos finais. Parabéns a todo o elenco, à Comissão Técnica e à Diretoria. Vamos para Patos de Minas com prudência mas com confiança de que se o time jogar o que jogou contra o Cruzeiro, consegue um bom resultado lá e decide em casa contra o Tupi a vaga para as semi finais do Campeonato. Série D já é realidade. Meta cumprida. Agora quem sabe, podemos “dobrar a meta”.

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Fernando Luis Pereira Lima
FERNANDO LUIS PEREIRA LIMA , Bacharel em Direito pela UFU, com Pós Graduação em Direito Civil também pela UFU e Direito Desportivo, Gestão Esportiva e Marketing pela Trevisan Escola de Negócios SP, Ex-Diretor das Categorias de base do Uberlândia Esporte Clube e elaborador de diversos projetos pela Lei de Incentivo ao Esporte Federal, para o UEC, Palmeiras SP, USP e Associação Saque de Ouro - Marcelo Negrão.

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