Parâmetros diferentes

Há pouco tempo atrás, a esperança se misturava à desconfiança pelos lados do Ninho do Periquito. Em meados de novembro e dezembro de 2015, aportava por ali uma turma de “estudiosos de futebol”, com status de Universidade, mas com conhecimento de maternal.

Aqui, vou abrir um parênteses, pois se isenta aqui a diretoria do Verde. Esta, que na ânsia de acertar, depois de tantos tropeços e o recente sucesso no retorno à elite do Mineiro, também acreditou que talvez a solução fosse aquela. Mal sabiam que, no futuro, aquela esperança iria nos trazer tanta dor de cabeça. Vergonha maior até que as derrocadas em Três Corações ou em Montes Claros (fiz o sinal da cruz).


Chegaram cheios de marra. Exigindo isso e aquilo. Se preocupando muito mais com a grama que crescia no caminho de pedras que dava acesso à Vila Olímpica do que com a grama que não gastavam do campo de treinamentos. Muitos números e estatísticas, mas pouco trabalho, conhecimento e resultados. Muita aparência e nenhuma eficiência.  Na preparação, jogos-treino apáticos, sem criação de jogadas ofensivas, com deficiências na marcação… enfim, impressão completamente negativa até então. Ali já mostravam o que teríamos no certame do Campeonato Mineiro: o restante da história todos já sabem.

Mas como gato escaldado tem medo de água fria, a proposta desta vez foi outra. De prima, na contratação do treinador, que indicou alguns jogadores de sua confiança. A diretoria foi ao mercado e buscou outros, com qualidade superior aos trazidos pelos estudiosos repetentes.

Ainda estamos no período de preparação do time, mas o fato é que nos dois amistosos que o Verde fez diante dos times goianos de Vila Nova e Goiás vi na equipe uma postura diferente dentro de campo. Independente do resultado apresentado – dois empates – a movimentação é outra. A postura do time, o comprometimento e a dedicação de cada jogador dentro de campo é completamente diferente daquela apatia fúnebre que havia no ano passado.

Se no final isso vai dar certo, não podemos dizer. É muito cedo para qualquer previsão mais conclusiva. O campeonato ainda não começou, e na bola o que vale são os resultados dentro de campo. Mas de fato, com parâmetros diferentes hoje na Vila do Periquito, a gente lembra: “Diz-me com quem andas e eu te direi quem és…”.

Grande abraço, e que Deus nos abençoe! Como ontem a luta é a mesma agora.

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Leo Enderson
Leo Enderson tem 39 anos e é formado em Administração e Logística pela Universidade Anhanguera. Foi repórter e apresentador da Rádio América e Globo Cultura de Uberlândia. Amante de cervejas artesanais, rock'n'roll e futebol. Aprendiz de chef de cozinha e árbitro de futebol, formado pela LUF/FMF. E-mail: leoenderson@mancheteesportiva.com.br

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