E o importante foi que os jogadores não ficaram parados

Acabou para o Uberlândia Esporte Clube o campeonato regional sub-20 organizado pela Liga Uberlandense de Futebol no último sábado (19). Depois de perder por 1 a 0 no Parque do Sabiá, o alviverde uberlandense empatou em Patos de Minas com o Mamoré e a final será entre a equipe patense contra o Nacional, de Uberaba.

Como é natural nas eliminações, choveram críticas nas redes sociais. Eu mesmo fiz uma delas, afirmando que só mesmo o Verdão  para lutar em  fazer um campeonato sub-20 para disputar com sub-17, pois aí a desculpa estava pronta: perdemos porque colocamos jogadores muito novos. De pronto, um diretor do UEC me interpelou, dizendo que eu estava mal informado e que a intenção era somente não deixar os jogadores do juvenil parados e que como a base do UEC voltou somente há dois anos, daqui três anos terão jogadores juniores.

Respeito a opinião do diretor, mas reitero uma coluna que fiz anteriormente aqui no Manchete Esportiva: o dinheiro que foi gasto para este campeonato fará falta para o campeonato mineiro do módulo I, onde as despesas são muito grandes e os patrocínios estão cada vez mais minguados.

O técnico Paulo César Catanoce tem sido categórico em suas entrevistas para a imprensa de que não usará nenhum dos jogadores deste time do regional no módulo I. Talvez até integrem o elenco para serem os “intera treino” e até acho que eles podem servir para ser utilizados em “jogos-treinos”, mas aproveitados no time profissional, duvido. E, convenhamos, Catanoce não iria colocar seu nome e sua reputação em jogo fazendo experiências com jogadores sem qualquer experiência em time profissional.

Volto a repetir: em categorias de base ou se faz 8 ou 80. Cria-se um desgaste muito grande para a instituição. Sei que as pessoas que estão lá são muito bem intencionadas e querem o bem do clube, mas esta vontade aliada à falta de conhecimento de futebol e efetivas condições financeiras de se fazer um trabalho bem feito gera: a) humilhações à marca do UEC e à sua torcida; b) perda de tempo; c) perca de dinheiro; d) ódio à instituição pelos inúmeros garotos que foram dispensados das bases alviverdes para jogadores “fracos”.

Respeito o trabalho voluntarioso de quem está a frente das bases do alviverde, mas vejo como um prejuízo ao clube pela forma como é conduzido. Tomara que daqui uns dois ou três anos eles me desmintam: tomara !!!

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Renato Rodrigues
Renato Melo Rodrigues é advogado trabalhista em Uberlândia/MG

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