Da Letargia ao Ufanismo

O que leva o indivíduo a torcer pelo futebol? Pelo clube? O amor à camisa? Ao clube? Ao escudo? Às cores? Sei lá… é a resposta mais sensata.

Sem dúvida esta é umapergunta muito difícil de responder. É como se quiséssemos destrinchar a frase: A Arte Imita a Vida, ou a Vida Imita a Arte? Isto falando do mundo do Futebol. O mais fácil é analisar o comportamento deste mesmo torcedor quando se trata da Seleção do seu País.

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Depois do maior fracasso da nossa Seleção, nos 7×1 sofrido dentro de casa para a Alemanha, nenhuma das capas de jornal estampou melhor, o sentimento amargo do dia anterior. O Jornal “Extra” do Rio de Janeiro, publicou na sua capa, uma foto do gol sofrido pela Seleção de 50, com os dizeres: “Parabéns aos vice-campeões de 1950, que sempre foram acusados de dar o maior vexame do futebol brasileiro. Ontem, conhecemos o que é vexame de verdade”.

Dali pra frente já se falava que o Futebol Brasileiro precisava se modernizar. Trocaram Felipão por Dunga… Whaaat? Modernizar com Dunga? Pois é, foi o que os homens de preto da CFB entenderam como solução. Não podia ser diferente, em jogos pelas Eliminatórias, Copa América de 2015 (eliminado nas Quartas de Finais para Paraguai) e Copa América Centenário em 2016 (eliminado na fase de grupos com Haiti, Equador e Peru) foram 5 vitórias, 5 empates e 3 derrotas, que definitivamente mexeram com o torcedor Brasileiro, que deixou de se interessar pela Seleção, o período letárgico de torcedor tomou conta da grande maioria.

Até que vem o Tite, de conversa mansa e muito prestígio, conseguiu devolver ao torcedor a Euforia e o Ufanismo, que todo Brasileiro carrega como herança do Berço. Em 6 jogos, 6 vitórias. Enchendo o Brasileiro de Orgulho novamente de Ser Brasileiro. É assim que funciona no esporte. Mas na vida aprender a ganhar é tão importante quanto aprender a perder. A levantar a cabeça e perceber que das derrotas, ganhamos a lição de perceber onde erramos e o que precisa ser corrigido.

Somos uma nação apaixonada pelo futebol, mas de fato, quando ele está ganhando! Pense nisso… somos todos menos alguns.

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Leo Enderson
Leo Enderson tem 39 anos e é formado em Administração e Logística pela Universidade Anhanguera. Foi repórter e apresentador da Rádio América e Globo Cultura de Uberlândia. Amante de cervejas artesanais, rock'n'roll e futebol. Aprendiz de chef de cozinha e árbitro de futebol, formado pela LUF/FMF. E-mail: leoenderson@mancheteesportiva.com.br

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