A transição de gerações na natação brasileira não é eficiente

Cesar Cielo fala sobre os jogos olímpicos e a transição na natação no Brasil

Era grande a expectativa de medalhas olímpicas na natação no Rio 2016, não só pelos jogos serem “em casa”, mas pelo histórico da modalidade.
Para muitos foi um fiasco, para outros, como o grande medalhista Cesar Cielo, não foi bem assim: “A gente teve de positivo o recorde de finais. É um grupo relativamente jovem, foi um resultado que faltou a medalha para ficar tranquilo. Mas não é tão ruim quanto parece. Não estou com a sensação que estamos no fundo do poço. A natação está em uma fase de transição, mas a nossa transição de gerações não é eficiente.” conta Cielo.

O Brasil não soube investir em seus atletas na maioria das modalidades, para os jogos Rio 2016, mas, pela quantidade de medalhas conquistadas esse ano, principalmente pela motivação de competir em casa, pode se dizer que o resultado foi positivo.

Geralmente se investe consideravelmente nos “atletas de casa” quando é definido o próximo país cede dos jogos olímpicos.  A China é um bom exemplo, e até hoje colhe bons resultados pelos investimentos feitos.

Já o Brasil falhou nesse sentido. Na maioria dos casos não houve o investindo mínimo necessário para um salto de qualidade e, consequentemente, conquistas de medalhas. Em outros, como afirma Cielo, o investimento aconteceu, mas chegou tarde demais.

“Com relação à Olimpíada, se você olhar na história é natural que o país sede coloque mais dinheiro. A gente fez isso, mas não de forma certa. Começamos a colocar dinheiro aos 45 do segundo tempo. Não teve projeto. A gente soube em 2009 que ia ser sede, e esperamos 2014 para investir. Aí não tem o que fazer. A gente precisa mudar essa política de treinamento a longo prazo”.

Essa “transição”, citada por Cielo, também tem haver com a mudança de presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), devido ao Ministério Público Federal (MPF) determinar o afastamento imediato do, então presidente, Coaracy Nunes Filho por superfaturamento na compra de materiais.

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Pácis Junior
Pácis Júnior é cineasta, diretor da série humorística Piadorama, e documentárista. Foi diretor do programa Resenha, do Futebol Uberlândia, e hoje é coordenador da Manchete Esportiva.

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