Olhar com Outros Olhos

Você já tentou andar no escuro? Tente por alguns segundos, fechar os olhos e digitar algo na tela do seu computador… Ou ainda com os olhos fechados, fazer uma ligação de seu celular… Você não vai conseguir!

Imagina agora, você e teus amigos, todos de olhos fechados, batendo aquela bolinha no final de semana… Pois é, não vai dar certo mesmo, melhor nem tentar amigo, acredite! Isto é pra quem é verdadeiramente especial na mais positiva concepção da palavra.

Podemos contemplar, admirar e de pé, aplaudir os atletas Paralimpicos de maneira geral, mas como a coluna deste pobre mortal que vos fala é sobre o futebol da bola de gomos, jogada com os pés, vamos nos atentar somente à maravilhosa conquista do Ouro Paralimpico pela seleção Brasileira de 5. Nome estranho, mas muito bem representado por nós Brasileiros, que desde sua entrada na agenda de competições paralimpicas em 2004, não conhece outro campeão a não ser a Pátria Amada Brasil.dsc_5620

As regras são claro, adaptadas. Há a figura do guia ou “chamador”, que fica atrás do gol adversário orientando o ataque de seu time, dando a seus atletas a direção do gol, a quantidade de marcadores, a posição da defesa adversária, as possibilidades de jogada e demais informações úteis. É o chamador por exemplo que bate nas traves, normalmente com uma base de metal, quando vai ser cobrada uma falta, um pênalti ou um tiro livre, guiando os atletas pelo som, e assim, ao contrário do futebol convencional, o futebol paralímpico deve ser praticado em ambiente silencioso, enquanto a bola que rola, possui guizos, necessários para a orientação dos jogadores dentro de quadra. Daí a necessidade do silêncio durante o andamento da partida. Através do som emitido pelos guizos, os jogadores podem identificar onde ela está, de onde ela está vindo e podem conduzi-la. O que falar da parte técnica da “coisa” é meramente formalidade, e que o futebol e todos os outros esportes nos perdoe, wissn4wrmas, o gostoso mesmo, é poder sentir e imaginar o quanto especial são estes heróis brasileiros, atletas ou anônimos, que durante todo ano, enfrentam as dificuldades de se adaptarem no “mundo”. São pessoas especiais que precisam de um único sentimento de todos nós: Respeito.

Nas Olimpíadas, o ser humano busca o seu limite… Nas Paraolimpíadas, o ser humano mostra que não tem limites e muito mais que comemorar os possíveis Ouros, Pratas ou Bronzes, eles comemoram a cada dia a conquista da Vida. Uma competição paralímpica é a forma mais simples de nos mostrar o quanto capazes somos. É impossível assisti-los e não se emocionar. Pensem nisso, que fique a lição positiva tirada destes heróis, todos verdadeiros Campeões!!! Grande Abraço e que Deus nos abençoe! Somos Todos Menos Alguns….

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leoenderson@mancheteesportiva.com.br

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Leo Enderson
Leo Enderson tem 39 anos e é formado em Administração e Logística pela Universidade Anhanguera. Foi repórter e apresentador da Rádio América e Globo Cultura de Uberlândia. Amante de cervejas artesanais, rock'n'roll e futebol. Aprendiz de chef de cozinha e árbitro de futebol, formado pela LUF/FMF. E-mail: leoenderson@mancheteesportiva.com.br

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