Justa homenagem aos pontepretanos

Quem assistiu à fácil vitória da Ponte Preta diante do Corinthians, em Campinas no penúltimo sábado matou saudades da inesquecível final do Paulistão de 1977. Os heróis corintianos da época já foram homenageados em várias ocasiões, mas aquele time inesquecível da Macaca fazia por merecer. Nunca igualado e sem antecessores.

Justa a lembrança da diretoria pontepretana a Oscar, Polozi, Marco Aurélio, Ângelo, Dicá, Lúcio e companhia.

O Timão tinha valores que compensaram com raça e a paixão de sua torcida que já não aguentava mais o jejum de 23 anos. Zé Maria e Wladimir (apesar de muito jovem) eram laterais de seleção; Vaguinho era muito veloz, Geraldão, centroavante “matador”, destes que não existem mais. Mas a Ponte… A Ponte teria simplesmente, na Seleção Brasileira do ano seguinte, na Argentina, Oscar como capitão incontestável, Polozi para a reserva e o goleiro Carlos, para a suplência de Leão. Este seria titular na Copa de 86, no México. Sem contar que Lúcio, ponta, seria cortando dias antes da convocação definitiva de Cláudio Coutinho.  Odirley, que não jogou aquela final, foi outro a vestir a “amarelinha”, em algumas oportunidades. Este protagonizou uma das polêmicas daquela decisão cheia de histórias. Sua suspensão por um chutão no jogo anterior teria sido mal interpretada por ele. Teve a questão do sorteio dos vestiários, naquela ocasião e claro, a expulsão de Rui Rei. Este já até falou das acusações que recebeu de “facilitar a final”, no programa “Esporte Espetacular” da Rede Globo. Claro que não confirmou nada.
     
Dicá, considerado o maior ídolo do clube teve a concorrência de Zico, Rivellino e Jorge Mendonça, o mesmo que ocorreu com seu rival Zenon, do Guarani, para pleitear a vaga na Copa. Ah! Como esperávamos ansiosos por uma falta próxima à área penal,  para qualquer um destes ser implacável com o goleiro… O que terá pensado Dicá, quando diversas vezes, após a homenagem do mês passado, viu aquelas cobranças horrorosas dos seus sucessores na barreira, na torcida ou “carimbando” a zaga…???
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Paulo César Borges
Paulo Cesar Borges é jornalista graduado em Uberlândia, tendo atuado por 24 anos em emissoras de rádio, tv e em um jornal da região. Realizou coberturas jornalísticas em três países. Sua atuação anterior foi o retorno à rádio Educadora, por onde atuou nos anos 1990. Foi exatamente em 1990 que iniciou em 04 de janeiro sua trajetória na imprensa através do rádio. Passou várias vezes pelo prefixo 580 Khz (hoje Rádio América) e por nove anos defendeu as cores da Rádio Cultura AM.

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