Vice-presidente da Liga Brasileira de Xadrez é o novo colunista do M.E

Cláudio Roberto Andrade se apaixonou pelo Xadrez aos oito anos de idade, quando acompanhava as disputas de crianças mais velhas na cidade de Monte Alegre de Minas. Segundo ele, mesmo sendo seduzido pelo jogo, as demais crianças de Monte Alegre evitavam ensinar a ele as regras básicas para a disputa. O jeito foi procurar aprender por outros meios.

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Como Cláudio também gostava de ler gibis da Disney, aproveitando uma edição intitulada Manual do Escoteiro, iniciou os estudos de Xadrez.

“O escoteiro é obrigado a aprender a jogar Xadrez”, afirmou Claudio, que fez algumas leituras desse manual e, a partir desse momento, começou a produzir seu próprio kit improvisado serrando cabos de vassoura e escrevendo o nome de cada peça nos tocos.

O Clube de Xadrez de Uberlândia existe desde 1974 e era localizado na galeria do Uberlândia Clube, centro de Uberlândia. Mais tarde mudou para a Galeria Central, na esquina da rua Santos Dumont com a Av. Afonso Pena.

“Não sei porque, mas o povo foi saindo e o clube quase morreu. Nós passamos a nos encontrar no bar do Carneirinho, na Av. Paes Lemes, ou na Praça Nossa Senhora da Aparecida”, observou o enxadrista.

A mudança para a nova sede, a Casa do Papai Noel, na praça Sérgio Pacheco, foi fruto de uma articulação de Cláudio Roberto que, em meados de 2002, andava nas pistas da praça quando observou o local praticamente abandonado. “Eu fui lá na prefeitura porque o Clube de Xadrez é todo regulamentado, com CNPJ, estatuto social e lei de utilidade pública”, afirmou Andrade.

Casa Papai Noel
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Hoje, além de Clube de Xadrez, o espaço se tornou uma escola de Xadrez e também passou a ser considerado o Clube de Xadrez mais bonito do Brasil. O mesmo também é referência nacional não só pela beleza, mas pela qualidade do material que é utilizado e, principalmente, porque é muito bem frequentado. “Quem joga Xadrez e chega na cidade logo pergunta: onde é o Clube de Xadrez?”, completa.

Questionado sobre torneios de vários níveis, Cláudio Roberto conta que quase toda Minas Gerais optou por não reconhecer a Federação Mineira de Xadrez (FMX), e, após um grande sucesso da Copa Triângulo Mineiro de Xadrez, torneio feito paralelamente à FMX, foi criado a Liga de Xadrez, que abrange o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Gerais.

“Começamos comigo, o Adriano, de Araxá, e Washington, de Patos de Minas, porém vieram várias outras pessoas de outras regiões porque gostaram da ideia”, disse o criador da Liga, que completou. “Como vieram pessoas de todas as regiões do estado, hoje é conhecida como Super Liga de Xadrez de Minas Gerais”, disse.

Como foi percebido pelo fundador da Super Liga, todos os enxadristas do país estavam insatisfeitos com a Confederação Brasileira de Xadrez (CBX), então Cláudio foi além, indo até Brasília e fundando a Liga Brasileira de Xadrez (LBX). “A intenção era simplificar tudo, reduzir as taxas cobradas pela confederação e, com isso, atrair mais adeptos”, explica o fundador que brinca. “E reduzimos tanto que nem taxa é cobrada, isso que é reduzir!”, afirmou.

Hoje, Cláudio Roberto Andrade é o gestor de Minas Gerais, conhecido também como “VP” vice-presidente da Liga Brasileira de Xadrez, presidida pelo senhor Ari Maia e, a partir do próximo sábado (03) será colunista do portal Manchete Esportiva.

 

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Pácis Junior
Pácis Júnior é cineasta, diretor da série humorística Piadorama, e documentárista. Foi diretor do programa Resenha, do Futebol Uberlândia, e hoje é coordenador da Manchete Esportiva.

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