Por ser do interior, UEC está fadado a ser sempre amador?

Estava lendo um texto do Edinho Makarrão em seu blog aqui no Manchete Esportiva e depois de ver o desabafo dele com a situação do Uberaba Sport, pensei na mesma hora: “coitados, eles sofrem do mesmo problema que a gente”.

Em seu texto, Makarrão comenta que o Uberaba perdeu o gerente Carlos Calmon para um time concorrente por causa de insatisfação com diretoria e fala de problemas como racha no grupo que dirige o Colorado, de diretores que tem amigos na imprensa e amadorismo.

O Uberlândia Esporte Clube não foge muito disto. Amadorismo sempre foi um de seus problemas e quando cito isto não é porque não são profissionais remunerados que lá trabalham, mas porque a cobrança lá não é igual quando se tem uma empresa. Há muita vista grossa para situações que precisariam de mais energia e preparo técnico para motivar equipes de futebol.

Isto é um problema típico de time do interior. Mas como esperar muito mais do que isto de um time que só disputa 03 meses de competição durante o ano e que sequer consegue juntar dinheiro nos 9 meses em que está parado?

Aí vem a pergunta do efeito tostines: “Uberlândia é um time amador porque é do interior ou por ser do interior tem que ser amador?”

Nem um, nem outro. Temos exemplos de times do interior que conseguiram sair desta sina. Por enquanto, não é o caso do Verdão.

Para nós, torcedores do alviverde, resta somente confiar e torcer para que tenhamos sorte e tudo dê certo…

 

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Renato Rodrigues
Renato Melo Rodrigues é advogado trabalhista em Uberlândia/MG

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