Natação Paralímpica promete disputas emocionantes no Rio 2016

Presente nos Jogos Paralímpicos desde a primeira edição, Roma 1960, a natação atinge o auge no Rio 2016. “Nunca houve tanto talento”, analisa a britânica Ellie Simmonds, dona de seis medalhas Paralímpicas, quatro delas de ouro.

Simmonds, de 21 anos, é apenas uma das muitas estrelas que competem no Estádio Aquático Olímpico, nas disputas que se iniciam no dia 8 de setembro. A britânica entra em ação pela primeira vez no dia 12 de setembro, na prova dos 200m medley SM6, para atletas de baixa estatura, caso dela, bem como competidores com amputações nos dois braços ou problemas de coordenação motora moderados em um lado do corpo. Foi nessa prova que ela quebrou o recorde mundial duas vezes em 2015.

Outra estrela britânica, Bethany Firth, defende seu título Paralímpico nos 100m costas, classe S14, já no dia 8 de setembro, quando começam as competições na piscina. A maior rival é a compatriota Jessica-Jane Applegate, que promete esquentar ao máximo a disputa. As provas classificatórias acontecem pela manhã, e à noite são disputadas as finais.

O brasileiro Daniel Dias, um dos principais nomes dos Jogos, promete agitar a torcida brasileira no dia 8. Dono de 10 medalhas Paralímpicas, conquistadas entre Pequim 2008 e Londres 2012, começa sua participação com os 200m livre S5, prova da qual é recordista mundial e bicampeão Paralímpico.

No dia 10 de setembro, Daniel cai na água para os 50m borboleta, e nos dias seguintes compete nos 100m peito e nos 50m livre. O multimedalhista terá alguns dias de folga antes de voltar a nadar no dia 16 de setembro, nos 50m costas, dos quais também é recordista desde 2010. Neste dia, o brasileiro tem a possibilidade de conquistar sua quinta medalha de ouro.

Outro nadador de destaque que compete a partir do primeiro dia é Ihar Boki, de Belarus. Disposto a vencer todas as cinco provas que disputará, ele estreia nos 100m borboleta, da qual é campeão Paralímpico, mundial e europeu. Ele dominou totalmente as provas da classe S13 em Londres 2012, quando estreou nos Jogos, tendo conquistado cinco ouros e uma prata, além de quatro recordes mundiais. Nos dias seguintes, compete em mais quatro provas: 100m costas e 50m, 100m e 400m livre.

Ainda no dia inaugural, um favorito dos torcedores entra em ação nos 100m costas: o chinês Tao Zheng, que não tem os dois braços e vai tentar repetir o desempenho sensacional de Londrees 2012, quando ganhou o ouro e quebrou o recorde mundial, mais uma vez derrubado em 2015, quando conquistou também o título mundial.

No dia 9 de setembro é a vez do revezamento 4x50m misto, que no mundial de 2015 deu ao Brasil a medalha de ouro, com Clodoaldo Silva, Joana Maria Silva, Esthefany Rodrigues e Daniel Dias. Já André Brasil estreia com um desafio: superar o também brasileiro Phelipe Rodrigues na prova dos 50m livre classe S10

No dia seguinte, André compete nos 100m costas para ir além da prata conquistada em Londres 2012, mas precisa superar Benoit Huot, do Canadá, e Olivier van der Voort, dos Países Baixos, que é o recordista mundial. Já no dia 12 o brassileiro nada os 100m borboleta, cujo rival mais forte é Denis Dubrov, da Ucrânia. Por fim, a prova preferida de André, no dia 13 de setembro: os 100m livre, nos quais é bicampeão Olímpico.

No dia 13 de setembro, as mulheres protagonizam uma das disputas mais emocionantes dos Jogos: os 400m livre, classe S6. A campeã mundial Yelyzaveta Mereshko, da Ucrânia, venceu Ellie Simmonds no Mundial de 2015, a primeira derrota da britânica na prova desde 2008.

Mas o melhor fica guardado para o final. Nos 50m livre masculinos, classe S12, para atletas com deficiência visual, compete o mais veloz atleta Paralímpico: Maksym Veraksa, da Ucrânia, recordista mundial com 22,99s. Os irmãos Raman e Dzmitry Salei, do Azerbaijão, prometem exigir o melhor do grande astro da prova.

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