Sem medalha

 Decepção na campanha olímpica brasileira
 
       Esperava-se sinceramente que o Brasil lutasse por medalha em casa, nesta Olimpíada, no basquetebol masculino. O time contou com atletas entre os mais experientes da North American League, apesar dos desfalques. O que se viu foi uma passagem melancólica, com apenas duas vitórias (40% de aproveitamento), mas que serviu para cumprir pelo menos a obrigação de competir. Sim! Isso mesmo! Quem acompanha mais de perto sabe que corremos o risco de ficar fora dos jogos do Rio. E não por critério técnico, mas sim por atraso administrativo. Enquanto a imprensa se preocupava com a exigência do pagamento da franquia para nossa equipe competir, a CBB, que havia quitado apenas a parte menor, tranquilizava garantindo que o prazo seria cumprido.
       Em quadra, a “tietagem” a alguns dos atletas da NBA, entre os mais bem pagos do planeta, contrastava com uma performance que demonstrava “garra”, porém ineficiência.  É bem verdade que o grupo do Brasil era de expectativa cruel e assim se confirmou.
       O aspecto cartolagem já vinha atrapalhando o Brasil, devido à insatisfação de atletas quanto ao reconhecimento e à atenção das confederações. Assim foi no vôlei, também na natação. Nossos patrocinadores seguem “pai-trocinadores” ou seja, verba vinda da própria casa: as empresas oficiais do governo. Algumas de nossas autoridades preferem o nome oficial de patrocínio, mas o senso comum chama de dinheiro público. Isso, se o senso crítico também não o chama assim.
       Ah! Mas será que os jornalistas só veem defeitos? Não! A Olimpíada das mais belas fotografias (paisagens) deverá aumentar por ter sido em casa, o número de jovens e de pais que incentivem a prática do esporte especializado. É, porque o futebol já caminha com suas próprias pernas produzindo sonhos de profissionalismo nas nossas crianças desde as últimas décadas do século passado.
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Paulo César Borges
Paulo Cesar Borges é jornalista graduado em Uberlândia, tendo atuado por 24 anos em emissoras de rádio, tv e em um jornal da região. Realizou coberturas jornalísticas em três países. Sua atuação anterior foi o retorno à rádio Educadora, por onde atuou nos anos 1990. Foi exatamente em 1990 que iniciou em 04 de janeiro sua trajetória na imprensa através do rádio. Passou várias vezes pelo prefixo 580 Khz (hoje Rádio América) e por nove anos defendeu as cores da Rádio Cultura AM.

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