Geração (por favor) Joga Bola !!!

A arte imita a vida, e assim, como no cinema, é que esperamos desta “juventude transviada” do nosso Futebol.

Aprendemos desde crianças que o nosso futebol é o melhor do mundo. A amarelinha, que já vestiu Pelé, Zico, Rivelino, Tostão, Romário, Bebeto, “Ronaldinhos” e Rivaldo, além de mais umas dezenas de grandes jogadores, que representaram e honraram o Futebol da Pátria de Chuteiras, hoje, vê-se refém de uma geração que cresceu com a cultura distorcida.

Uma geração de jogadores pops e rebeldes, questionadores da imagem de um futebol de chuteiras monocromáticas, burocrático e ranzinza, chegou propondo um futebol cheio de ousadia e alegria, de chuteiras cheias de cor. De cabelinho diferente e tatuagens chamativas, que sim, são habilidosos, isto é verdade, possuem grande carisma, mas um ego maior ainda.

Não é difícil ver jogadores dentro de campo, olhando para o telão, preocupados com a sua imagem metrossexual. Aqui abro um parêntese, antes que seja taxado de intolerante: (O comentário nada tem haver com a imagem pessoal de cada um, mas sim com o futebol apresentado por cada um). Um futebol egoísta, medíocre e sem objetivo. É um toque na bola para uma lado e rostinho virado pro outro. É uma firula para trás, ao invés de um passe mais agudo. É o drible exagerado e a promoção pessoal dentro de campo.

Não é uma critica ao futebol alegre e divertido, característica do brasileiro. Não é uma critica ao futebol arte e bonito, característico do brasileiro. Não é uma crítica ao futebol do drible e da jogada bem feita e trabalhada, nem uma crítica ao futebol moleque, mas uma crítica aos moleques que hoje vestem a camisa da Seleção.

O Futebol, talvez nosso maior patrimônio no esporte, está a cada dia se esvaindo, deixando de ter graça e encanto. Antes éramos o futebol ranzinza, mas respeitado, o futebol burocrático, mas cinco vezes campeão do mundo e de chuteiras pretas, mas temido pelos adversários. Hoje, nosso futebol é de uma geração antenada e de chuteiras coloridas, que não ganha nada, não mete medo em ninguém. Uma geração que substituiu os valores pelas cifras, muitas cifras.

Nós, filhos da Pátria de Chuteiras, quando nascemos fomos programados a receber ao que estávamos acostumados, mas esta geração, que nos representa e que não entendeu nada apesar de todas as referências de sucesso que podiam copiar, entram em campo e gritam na nossa cara: “Depois de vinte anos na escola, não é difícil aprender, todas as manhãs do seu jogo sujo, não é assim que tem que ser? Somos os filhos da revolução, Somos burgueses sem religião, somos o futuro na Nação”. Geração que não joga bola!!! Grande Abraço e Deus nos abençoe! Somos Todos Menos Alguns….

Siga @LeoEnderson no Twitter e também no Instagram.

leoenderson@mancheteesportiva.com.br

COMPARTILHAR
Leo Enderson
Leo Enderson tem 39 anos e é formado em Administração e Logística pela Universidade Anhanguera. Foi repórter e apresentador da Rádio América e Globo Cultura de Uberlândia. Amante de cervejas artesanais, rock'n'roll e futebol. Aprendiz de chef de cozinha e árbitro de futebol, formado pela LUF/FMF. E-mail: leoenderson@mancheteesportiva.com.br

DEIXE SEU COMENTÁRIO