Arma do handebol brasileiro é o autocontrole emocional

Por Rio 2016

Para o jogo de handebol Brasil x Noruega, às 9h30, de sábado, a “carta na manga” é o controle total de emoções. O foco é o jogo. O público, na Arena do Futuro, certamente, na torcida pelas brasileiras, verá um grupo aguerrido em quadra.

O foco é o jogo. As norueguesas são bicampeãs olímpicas e as brasileiras, campeãs mundiais. As jogadoras canarinhas conquistaram o título na Sérvia em 2013, deixando atônitas 20 mil pessoas, público recorde na Arena Belgrado. Alexandra Nascimento já tinha sido eleita a melhor jogadora do mundo em 2012. Duda Amorim seria a escolhida em 2014.

Páginas viradas para a psicóloga Alessandra Dutra, que trabalha com as garotas e agora também para o Comitê Olímpico do Brasil (COB). A equipe de psicologia do esporte faz um trabalho direcionado apenas para a reta final e, agora, para a estreia. Assim, Alessandra montou o que chama de combinação psicotática, com o técnico Morten Soubak, para as diferentes situações de jogo.

Deonise, em jogo-treino do Brasil contra a Holanda
Deonise, em jogo-treino do Brasil contra a Holanda

“As jogadoras se identificam entre tipologias como a caçadora, a otimizadora, a inibidora e a defensora. A caçadora vai atrás da bola, de gols, de resultados, olha o placar. A otimizadora surpreende – do nada, parece que não tem mais gás, e apronta uma. A inibidora tem atitude, história, presença. A defensora defende o espaço, o grupo, congrega a equipe, dá limites para as adversárias: daqui não passa!”, afirmou Alessandra.

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Eder Lúcio
Eder Lucio é jornalista formado no Centro Universitário do Triângulo (Unitri) e tem especialização em Jornalismo Esportivo. Trabalhou por oito anos como repórter do Jornal Correio de Uberlândia, no qual participou de coberturas jornalisticas na região e por todo o Brasil.

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