Com Muito Orgulho… Com Muito Amor….

No passado, em honra a Zeus, a Grécia se reunia a cada quatro anos no Peloponeso, no encontro das águas dos rios Alfeu e Giadeo, onde se erguia a cidade de Olímpia, que, a partir do ano 776 a.C., cedeu seu nome para aquele evento desportivo que viria a ser a maior competição esportiva em toda história da humanidade, os Jogos Olímpicos.

Em 1904, um bando de malucos, tiveram a ideia de introduzir o futebol, nos jogos Olímpicos, mas somente em 1952 o Brasil foi representado pela primeira vez na modalidade. De lá pra cá foram 12 participações, com a conquista de cinco medalhas (três de prata e duas de bronze) pelos homens, e a partir de 1996, também representado pelas mulheres que conquistaram duas medalhas de prata. Nunca fomos campeões olímpicos no “mais” olímpico dos esportes.

Mas porque mais olímpico dos esportes? Eu explico… Quando o Barão Pierre de Coubertin idealizou os Jogos Olímpicos da era modernos em 1894 e criou a Carta Olímpica, suas diretrizes foram baseadas no Olimpismo, que é a filosofia utilizando o esporte como instrumento para a promoção da paz, da união, e do respeito por regras, e adversários. As diferenças culturais, étnicas e religiosas são de grande importância nesta forma de pensar baseada na combinação entre esporte, cultura e meio ambiente, cujo objetivo é contribuir na construção de um mundo melhor, sem qualquer tipo de discriminação, e assegurar a prática esportiva como um direito de todos… Então, na sua essência, e esquecendo a parte comercial do negócio chamado Futebol, qual o esporte que mais se aproxima destas características?

O Futebol Olímpico tem algumas pequenas restrições comerciais, pois somente são permitidos a utilização de no máximo três jogadores com idade superior a 23 anos (No nosso caso, foram escolhidos: o atacante Neymar, o meia Renato Augusto e o goleiro Weverton).

É que a “dona” FIFA, entende que se assim não fosse, o torneio de Futebol Olímpico, poderia se tornar um forte concorrente com o torneio promovido por ela e que acontece de quatro em quatro anos, chamado Copa do Mundo…  Que tal se nem comentássemos nada sobre os 7×1?

Temos dois caminhos pela frente, em busca deste Ouro Olímpico no Futebol: Com os meninos, que poderão enfrentar como principais adversários, os Mexicanos, os Alemães (olha eles aí novamente), os Hermanos Argentinos e Colombianos, a força Portuguesa e a Time Femininosaúde física dos Colombianos e Nigerianos. Já as meninas, terão como principais adversárias, as Alemãs (de novo o futebol alemão), as Francesas e principalmente as Americanas, que hoje possuem a melhor estrutura de futebol feminino de todo o mundo.

Muito se fala que “só falta o Ouro” para nosso Futebol, mas, muito mais valoroso que uma simples conquista esportiva, de subir ao lugar mais alto de um pódio Olímpico, seria valorizarmos nossas crianças, na sua essência. Na educação, na saúde, na segurança e na formação destas crianças, sejam como atletas ou principalmente como cidadãos. Hoje nossa conquista pode ser momentânea, esportiva, mas nossa maior vontade é conquistarmos dignidade e respeito ao ser Brasileiro…. “Com muito Orgulho e Com Muito Amor…” e isso, ainda estamos infelizmente muito longe de conseguir… Boa sorte ao Brasil, ao time olímpico, mas principalmente à Nação, tão carente por ídolos e mais carente ainda de seu próprio cuidado como povo, como cultura, como País… Grande Abraço e Deus nos abençoe! Somos Todos Menos Alguns….

Siga @LeoEnderson no Twitter e também no Instagram.

leoenderson@mancheteesportiva.com.br

COMPARTILHAR
Leo Enderson
Leo Enderson tem 39 anos e é formado em Administração e Logística pela Universidade Anhanguera. Foi repórter e apresentador da Rádio América e Globo Cultura de Uberlândia. Amante de cervejas artesanais, rock'n'roll e futebol. Aprendiz de chef de cozinha e árbitro de futebol, formado pela LUF/FMF. E-mail: leoenderson@mancheteesportiva.com.br

DEIXE SEU COMENTÁRIO