Qual foi o maior erro do UEC em 2016?

Para todas as situações da vida existem pontos de vista. Se analisarmos o Uberlândia Esporte Clube sob a perspectiva do amontoado de jogadores que disputou os amistosos preparatórios para o Módulo I de 2016, que não ganhou nem uma partida sequer na pré-temporada e nem sabia fazer gols, foi o mesmo time que perdeu seis jogos seguidos no Campeonato Mineiro.

Por isto, não tenho receio em afirmar que a permanência na Divisão de Elite foi de um sucesso estrondoso. Se analisarmos sob a ótica mentirosa das quatro vitórias seguidas após perder para o Atlético Mineiro, tomando gol contra, ficamos com uma falsa percepção de que aquele time poderia até disputar uma semifinal de Módulo I. Uma pena que era a mais pura enganação. Para muitos torcedores, que se iludiram, o fracasso foi surreal.

A questão é que, quando as coisas não dão certo, é preciso buscar explicações e respostas que nos ajudem a resolver o problema. Por isto, a pergunta que se faz após tudo o que aconteceu: qual foi o maior erro do UEC em 2016?

Para aqueles que acham que o maior erro foi ter contratado a Universidade do Futebol, não foi. Essa foi uma falha secundária, apesar de não menos importante para tudo o que aconteceu. O erro foi a absoluta autonomia dada a eles. Passava na frente dos olhos de todos que o erro estava bem no começo, quando falaram que fizeram entrevistas e que depois de tantas análises escolheram Alexandre Barroso como técnico do Verdão. Aquilo ali cheirava mal para qualquer um, menos para os gurus do futebol, que hoje expõem seus brilhantes conhecimentos científicos em um canal de TV paga.

Depois, eles assistiram calados, com ares de cientificidade, ao Verdão nem sequer demonstrar um mínimo de padrão tático em amistosos e viraram doutores honoris causa quando ganharam com lampejos de sorte por quatro jogos seguidos. Ao final, se esconderam debaixo de suas teorias melancólicas de tanta vergonha que acumularam.

A verdade é que nunca se pode dar autonomia total para ninguém no futebol. Futebol ainda é uma ciência, porém os “cientistas” preferem acreditar que jogando álcool no fogo, uma hora ele acabaria apagando. Não tiveram coragem de assumir o erro de que escolheram errado.

Deveriam ter usado água, mas enganados pela cigana, foram até o final do campeonato jogando álcool no fogo com uma ilusão de que, por um milagre divino, ele seria apagado.

Agora, estamos caminhando a passos largos para, em 2017, darmos autonomia absoluta para velhos conhecidos cientistas, especialistas em Módulo II …

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Renato Rodrigues
Renato Melo Rodrigues é advogado trabalhista em Uberlândia/MG

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